<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901</id><updated>2011-07-08T09:54:01.310-03:00</updated><title type='text'>No, you don`t!</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://queijodeminas.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>153</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-2419704870991924260</id><published>2011-06-12T11:38:00.002-03:00</published><updated>2011-06-12T11:40:02.775-03:00</updated><title type='text'>Ciao.</title><content type='html'>Ele caminha pelo quarteirão vazio. Observando sem muito interesse os carros estacionados de ambos os lados da rua. O barulho de um gato vagabundo revirando uma lata de lixo e o zumbido da lâmpada amarela de um dos postes são suas únicas companhias. Ele acende um cigarro e arremessa o fósforo no chão. Escutando seus próprios passos sobre as poças, sente o vento gelado bater em sua barba descuidada e cerra os lábios. Mantendo os passos, leva novamente o cigarro à boca e esconde as duas mãos nos bolsos do casaco preto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A esquina se aproxima. De onde está, ele já consegue avistar a ponta do antigo prédio de três andares. Inspira profundamente ar frio e enche os pulmões. Inspira profundamente a fumaça podre do cigarro e levanta os olhos, olhando para o céu e deixando a fumaça sair pelo nariz. Ele passa pela cerca aberta que separa a rua e o gramado do prédio e se senta no banco cinza, de frente para as janelas escuras que ele tão bem conhece. Termina o cigarro, acende outro e arremessa novamente o fósforo. Com o olhar fixo no segundo andar ele parece se transportar para um mundo além. Um mundo de lembranças onde o sol vence aquele frio. Onde as risadas, as mãos dadas e os beijos vencem aquele vazio que há meses o atormenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele fecha os olhos. Solta o cigarro. Respira profundamente. Apóia as mãos no banco. Reabre os olhos. Olha novamente para o céu e deixa a voz grave, quase sussurrante, escapar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Há meses eu sigo esse mesmo caminho, sento neste mesmo banco, em frente a esse mesmo prédio que há tempos eu chamava de lar, e peço a mesma coisa: uma chance para voltar atrás. Uma chance para me despedir de minha esposa e de minha filha... Mas há meses a melhor resposta que obtenho é o silêncio frio da cidade castigando minha pele. E, no silêncio, minha raiva nasceu e morreu. Minha tristeza nasceu e morreu. Meu desespero nasceu e morreu. E, agora, eu já entendo que o motivo para que eu seja o único sobrevivente daquele acidente não me diz respeito. E eu já entendo que lamentar não me ajuda a lidar com minha perda e que a saudade não diminui com o tempo. Já entendo que não há a quem culpar e que a vida é assim, me restando tentar lidar com ela... Mas eu ainda não sei como. Eu ainda não sei como fazer para dar um próximo passo. Por favor... – E ele ameaçou um soluço e uma lágrima solitária desceu pelo seu rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então ele respirou fundo, segurou um cigarro com a boca e riscou outro fósforo. E, neste exato momento, a luz do apartamento 206 se acendeu e um vento forte e gelado apagou o fogo do fósforo. Seus olhos se encheram de lágrimas e ele sorriu. Levantou-se. Amassou o maço de cigarros e o arremessou na lixeira próxima ao banco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“obrigado...”, ele sussurrou, antes de se despedir uma última vez daquele ambiente e ir embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando ele já estava a alguns passos de distância, uma pequena sombra apareceu na janela iluminada. A sombra de uma pessoa adulta com outra no colo. E as luzes, então, se apagaram.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-2419704870991924260?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/2419704870991924260'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/2419704870991924260'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2011/06/ciao.html' title='Ciao.'/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-2294307431027432950</id><published>2010-02-21T15:34:00.000-03:00</published><updated>2010-02-21T15:35:01.469-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>- Não se aproxime! – ela falou, incisiva. E em seguida, com a mão direita, apontou para ele uma segunda arma, uma Glock G28 preta idêntica à que segurava contra a própria cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não havia vento algum no terraço. A lua cheia estava vermelha e reinava como uma bola de fogo sobre o céu da cidade. O calor sufocante castigava as pessoas que iam e vinham pelas ruelas escuras do centro, onde estava o prédio onde ela morava. Ele, de camiseta branca apertada sobre seu corpo magro, bermuda jeans frouxa e tênis de cano alto marrom, havia chegado há pouco, e subira correndo onze andares de escada, após encontrar na porta do apartamento dela, no segundo andar, um bilhete que dizia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Desculpe-me, por favor.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela estava de joelhos sobre o chão cinza e irregular do terraço escuro. Vestia apenas uma blusa azul claro, molhada de suor, colada às belas curvas do seu corpo, e um short bege claro. Estava descalça. O suor também descia pela pele do seu rosto, e sua respiração era forte, ofegante, beirando o desespero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não faça isso! – Ele gritou, oito metros distante dela. Levantando as mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por favor, você não precisa estar aqui. Prefiro que você não me veja desistir. – ela respondeu, calmamente, sem abaixar nenhuma das armas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você não precisa desistir! Você...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu não preciso. Eu desejo desistir. Você sabe que eu tentei, como ninguém, resolver, trabalhar ou driblar todo este peso sobre meus ombros... Não agüento mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nós podemos passar por isso juntos! Você sabe que eu nunca abandonaria você!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por mais quanto tempo? Mais dois, quatro, dez anos? Ela morreu há cinco anos, Mark. Cinco estúpidos anos em que eu tentei em vão tocar minha vida para frente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por favor, não seja tão cruel consigo mesma! Não foi sua culpa! Você sabe que não poderia ter feito nada para impedir que o câncer tomasse o corpo dela!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu não me sinto culpada... Sinto-me vazia. Eu sei que não poderia ter evitado. Mas isto não faz a falta que ela me faz ir embora. Você sabe que não... – e ameaçou chorar, mas logo se controlou e, com a mão esquerda, esfregou rapidamente o nariz e voltou a descansar a arma na lateral da sua cabeça, acima da orelha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por favor... Não faça isso! Por favor, não seja precipitada! Eu amo você!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu também amo você, irmão... E peço desculpas por ter que sair assim. Mas as luzes do meu palco já foram apagadas há anos, e eu continuo aqui, feito uma idiota, interpretando um papel que não mais me pertence, para uma platéia que não se importa, em um eterno ato que mais parece uma ode ao sofrimento. É hora de dizer adeus e descer as escadas, não há mais espaço para esperança. Não há mais espaço para aplausos... – e então ela fechou os olhos e ele começou a correr.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tudo parece ter acontecido em câmera lenta, como em um filme preto e branco. Ele, correndo desesperadamente em direção a ela, com os olhos arregalados e a boca aberta, gritando a palavra “não” da maneira mais alta possível. E ela, de olhos fechados, respirando fundo, de lábios entreabertos, com toda aquela calma que só o desespero é capaz de proporcionar, levantando a mão direita e apontando a arma exatamente acima da orelha direita. Ele, refletindo a luz que vinha da lua, pulando em direção a ela. Ela, abrindo levemente os olhos e sorrindo melancolicamente para ele. E seus dedos se contraindo e um estalido acompanhando a luz no cano das pistolas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ele caiu sobre ela, que caiu sobre o chão, agora coberto de sangue e pedaços da sua massa encefálica. E o prédio caiu sobre a cidade, que caiu sobre o mundo, que caiu sobre os ombros dele...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada é mais forte que a tristeza que o vazio pode trazer. Tristeza que aos poucos infecta toda uma vida, corroendo todo o alicerce necessário para que qualquer moradia segura possa manter-se em pé. O vazio... Ele pode, de sua maneira peculiar, preencher tudo aquilo que chamamos vida, transformando-a, sorrateiramente, delicadamente, vagarosamente, em morte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-2294307431027432950?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/2294307431027432950'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/2294307431027432950'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2010/02/nao-se-aproxime-ela-falou-incisiva.html' title=''/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-3607226623820488007</id><published>2010-02-04T00:48:00.001-03:00</published><updated>2010-02-04T00:49:25.191-03:00</updated><title type='text'>B.G.</title><content type='html'>Campo aberto e nuvens cinzas. Folhas secas por todos os lados, mas nenhuma árvore por perto. Ventava forte quando ela cruzou os braços sobre si mesma, abraçando-se. Tentando inutilmente barrar o frio que a fazia tremer. Sentindo as grandes gotas geladas baterem como pedras no seu rosto enquanto as imagens batiam como pedras em sua memória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu vestido vermelho já estava encharcado quando ela notou que, exatamente como o seu medo, sua jaqueta jeans apenas piorava a situação enquanto fornecia uma falsa proteção. O Frio tornava-se cada vez mais insuportável e ela mordia os lábios com força, com uma melancolia que beirava o desespero, quase arrancando-lhe o próprio sangue. E então ela começou a correr em direção ao nada, contra o tempo, contra os sentimentos, contra a água, contra o vazio. Segundos depois pisou em falso em um buraco, torceu o tornozelo esquerdo e caiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela permaneceu inerte. E a tempestade deu lugar a uma chuva fina. E a garoa deu lugar ao Sol, que aos poucos esquentou todo o bosque. E foi aí que ela percebeu que o frio não vinha da chuva, mas de dentro de si mesma. E chorou. E sentiu-se solitária. E soluçou. E morreu por dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nessa hora ele apareceu, tão encharcado quanto ela, abaixou-se e falou em seu ouvido direito:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Estava procurando por você... Vem, vamos embora daqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exatamente como a tempestade, toda e qualquer escuridão, cedo ou tarde, irá embora, deixando soberano o Sol que teimosamente existe em qualquer paisagem, sobre qualquer tormenta, geleira ou nevoeiro. Mas é preciso saber esperar. É preciso sobreviver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenha paciência, tudo vai acabar bem, exatamente como você merece. Confie em mim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-3607226623820488007?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/3607226623820488007'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/3607226623820488007'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2010/02/bg.html' title='B.G.'/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-3490003473063243182</id><published>2010-02-03T09:40:00.001-03:00</published><updated>2010-02-03T09:40:40.959-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>E se as escolhas que fizemos não foram as melhores? E se tivéssemos dado uma quinta ou sexta chance, seríamos felizes agora ou seríamos apenas dois teimosos em frangalhos, coletando novamente nossos pedaços pelo chão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela abriu a porta e eles sorriram um para o outro. Não um sorriso feliz e satisfeito, como costumava ser. Eles sorriram melancolicamente. Sorriram sabendo que se perderiam de novo e, desta vez, para sempre. Ela, descalça, vestia uma camiseta branca e short jeans, com os cabelos finos, loiros e semi-úmidos charmosamente desgrenhados sobre sua pele branca. Ele, com a barba por fazer, uma blusa vinho amarrotada, bermuda quadriculada em tons de bege e tênis brancos encardidos. Então eles se olharam e se aproximaram, enquanto ele saboreava aquele perfume agradável que vinha da pele dela, e se abraçaram e se sentiram, como quem abraça a vida que pouco resta e pouco se acha, enquanto ela saboreava a textura da pele dele na sua. Por segundos, minutos, horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O silêncio continuou preenchendo a sala, enquanto a mente dele bombardeava sua consciência com possibilidades e escolhas que não foram trabalhadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu amo você - ela disse, em lágrimas.&lt;br /&gt;- Eu também amo você - ele respondeu, timidamente, fazendo força para não chorar.&lt;br /&gt;- Então por que está indo embora? Por que me deixou com outro quando eu te quis?&lt;br /&gt;- Porque eu quero ver você feliz. E eu sou apenas caos. Caos não traz felicidade. Caos gera caos.&lt;br /&gt;- Mas essa era uma escolha que cabia a mim! Não a você!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ela sabia que não adiantaria gritar. As escolhas já haviam sido feitas. Aquela era apenas uma noite de adeus, e não de porquês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eles não se beijaram.&lt;br /&gt;E ele não aprendeu a perdoar.&lt;br /&gt;E ela caiu, soluçando na cama quando ele fechou a porta.&lt;br /&gt;E ele percebera que acabara de deixar a pessoa mais importante da sua vida para trás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aguardou o vento. Para que, como uma tempestade, fosse levado para longe, onde um dia pudesse simplesmente esquecer de tudo e de todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se isso fosse uma coisa provável.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-3490003473063243182?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/3490003473063243182'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/3490003473063243182'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2010/02/e-se-as-escolhas-que-fizemos-nao-foram.html' title=''/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-2204300069227196764</id><published>2010-01-27T15:39:00.001-03:00</published><updated>2010-01-27T15:41:30.037-03:00</updated><title type='text'>cc</title><content type='html'>Vamos, entre, acenda um cigarro, sirva-se do vinho e sente-se confortavelmente; eu sei que a noite vai ser longa e eu prefiro que tudo seja feito da melhor maneira. Não se incomode, eu tenho todo tempo do mundo para você, desde que às quatro horas eu possa dormir, pois amanhã será um dia muito importante. É, eu sei que você entende perfeitamente o que eu quero dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você me pergunta com quantos paus se faz uma canoa e se o primeiro foi o ovo ou a galinha. De que me importa? Eu não sou escoteiro, eu sou um apenas cara da cidade, cansado, e não me importo sobre quem veio primeiro, desde que matem minha fome no almoço. Sim, sim, eu entendo, não é falta de paciência, estou apenas sendo honesto, pois honestidade foi o seu primeiro pedido quando voltou aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você é importante para mim? Sempre. Se eu ainda a quero? Obviamente. Se você ainda me abala? Provavelmente. Se dormir comigo vai me fazer mudar de ideia? Não, absolutamente. Entenda você que eu não estou sendo radical, mas minhas malas estão prontas e demorei ao prepará-las. Tanto esforço à toa, não seria injusto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, peço perdão pelo meu sarcasmo, mas foi o que me restou quando abri os braços para este mundo e tudo que consegui foi uma maldita cãibra. Pois bem, aprendi que este aqui não é o meu lugar, e agora, que os termos de rendição finalmente estão assinados sobre a mesa, você quer aparecer e brincar de tentar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Desculpe-me” e “Amo você” são duas expressões que nunca deveriam ser ditas na mesma frase... Mas, às vezes, é inevitável pecar pela falta de delicadeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desculpe-me, eu amo você, mas preciso ir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-2204300069227196764?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/2204300069227196764'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/2204300069227196764'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2010/01/cc.html' title='cc'/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-5464913923366752274</id><published>2010-01-25T20:39:00.001-03:00</published><updated>2010-01-25T20:39:21.352-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Não há dúvidas sobre a importância de todas as pedras que machucaram você pela estrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, por gentileza, não colete essas pedras e construa um altar... Não viva em torno das desgraças às quais você sobreviveu. Isso não faz de você um sábio, e sim um deprimente flagelo humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entenda:&lt;br /&gt;O que faz você forte não são as pedras no caminho simplesmente, e sim o que você faz após sobreviver a elas, o que você se torna a partir daí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vire a página, é hora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-5464913923366752274?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/5464913923366752274'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/5464913923366752274'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2010/01/nao-ha-duvidas-sobre-importancia-de.html' title=''/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-3540992887806938079</id><published>2010-01-13T20:20:00.001-03:00</published><updated>2010-01-13T20:20:57.346-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Eu não percebi que já havia dormido e estava sonhando. Quase tudo parecia igual, eu estava feliz, sentado em minha cama, assistindo o noticiário na TV, comendo pão de queijo e bebendo café compulsivamente. Meu apartamento estava cheio de conhecidos, mas eu os ignorava, tentando me concentrar nas notícias que começavam e acabam rapidamente. Pelo que entendi enquanto as assistia, a humanidade estava passando por uma transição extrema. Todas as igrejas haviam sido destruídas, ninguém mais acreditava na existência de um ser superior que protege, controla e castiga, o que nos obrigava a lidar com a ideia de sermos responsáveis por tudo o que fazemos. Todas as bandeiras nacionais haviam sido queimadas, e os governos não mais tentavam barrar quem passava as fronteiras que estavam sendo desrespeitadas, o que transformava os problemas que antes eram regionais, como a fome e educação precária, em problemas globais. O petróleo já havia acabado em boa parte do planeta, gerando caos mercadológico. E muitas pessoas estavam sendo condenadas à prisão perpetua por coisas simples, como sujar o oceano ou desviar dinheiro público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então eu acordei assustado, suado e me tremendo da cabeça aos pés. Que pesadelo horrível! Eu odeio café.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-3540992887806938079?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/3540992887806938079'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/3540992887806938079'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2010/01/eu-nao-percebi-que-ja-havia-dormido-e.html' title=''/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-6980530942856663251</id><published>2009-12-28T00:51:00.002-03:00</published><updated>2009-12-28T00:54:29.762-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Eu amo muito a vida, o problema é que às vezes a recíproca não parece ser muito verdadeira.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-6980530942856663251?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/6980530942856663251'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/6980530942856663251'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2009/12/eu-amo-muito-vida-o-problema-e-que-as.html' title=''/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-8774143109729954818</id><published>2009-12-27T03:17:00.002-03:00</published><updated>2009-12-27T03:20:25.671-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>...estranho é estar do outro lado...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-8774143109729954818?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/8774143109729954818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/8774143109729954818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2009/12/blog-post_27.html' title=''/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-3862616382940234229</id><published>2009-12-20T18:25:00.002-03:00</published><updated>2009-12-20T18:28:38.389-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O problema é que, às vezes, quando a energia eventualmente acaba, estamos na parte de baixo do passeio... E ali permanecemos, até que alguém tenha a bondade de ligar o gerador de emergencia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roda, roda-gigante, roda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-3862616382940234229?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/3862616382940234229'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/3862616382940234229'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2009/12/o-problema-e-que-as-vezes-quando.html' title=''/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-6901993335013123104</id><published>2009-12-08T15:31:00.001-03:00</published><updated>2009-12-08T15:31:25.793-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Escrever me alivia.&lt;br /&gt;As merdas da vida me fizeram sentimento da cabeça aos pés, e eu me sufoco de tanto sentir. É por isso que evito deixar-me livre... Sei que quando começo a gostar das pessoas ou das coisas que faço, qualquer grande decepção é Hiroshima. Grande parte dos dias eu prefiro me esconder por detrás dos calos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrever me alivia.&lt;br /&gt;E eu sou extremamente metódico no meu alívio... Sento-me na mesma posição. Word, visualização de 80% em modo de impressão. Fonte Times New Roman, tamanho nº 12. Maximizado. E depois preciso postar. Não importa se o texto é para quem acompanha meus posts ou para quem nem sabe ligar o computador... Eu posto e me alivio, como se o processo de postagem fosse uma caixa de sapatos para onde jogo o excesso de sentimento que me sufoca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrever me alivia...&lt;br /&gt;Então, por favor, não me peça para não escrever. Ou para não escrever tudo. Ou para não postar tudo. Eu não trocarei meu alívio por um punhado de certezas sobre evitar confusões e pessoas com lágrimas nos olhos por ler o que não escutou de mim. Não me importo... Meus posts não são cartas... Se fossem, teriam endereço certo em caixa de e-mail. Assim como escrevo e assino embaixo, quem escolhe lê-los precisa aprender a lidar com esta escolhe e me deixar em paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alívio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-6901993335013123104?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/6901993335013123104'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/6901993335013123104'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2009/12/escrever-me-alivia.html' title=''/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-8759057709208904476</id><published>2009-12-08T08:45:00.001-03:00</published><updated>2010-03-26T21:46:18.856-03:00</updated><title type='text'>=/</title><content type='html'>Como você se atreve a comparar minhas reações com as dos outros se minha posição é diferente das deles? Como você se atreve a comparar minha dor e raiva com a dos outros se ninguém perdeu o que eu perdi? Como você se atreve a bradar ter se decepcionado com algo que ninguém além de você escolheu para todos nós? Como você se atreve a pensar que ainda é vítima na história? Como você se atreve a, depois de dar uma lição sobre como ser mau caráter, como acabar com toda a confiança e como negar as verdades até que uma prova irrefutável seja mostrada, dizer que EU não fui amigo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entenda uma coisa, meu caro: Você prometeu que isto não aconteceria. Você me convenceu de que não aconteceria. Você defendeu suas escolhas em cima do que não aconteceria. Mas você fez acontecer, escondeu e negou até que se tornou ridículo continuar negando... E agora não tem um dia sequer que eu não sofra alguma consequência do que vocês fizeram. Não me leve a mal, eu sei que as consequências também estão sendo ruins para você, mas sabe qual a diferença? Você escolheu isto, eu não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, para terminar, só mais duas coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fato primeiro: Negar e depois gritar não são exemplos de tentar ajeitar algo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fato segundo: Eu desejo que você segure todo esse seu senso de amizade e enfie no cu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na minha novela mexicana, hoje mais do que nunca, eu torço para que o seu personagem morra no final.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-8759057709208904476?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/8759057709208904476'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/8759057709208904476'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2009/12/blog-post.html' title='=/'/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-6804703154792177592</id><published>2009-12-01T11:55:00.001-03:00</published><updated>2009-12-01T11:59:11.364-03:00</updated><title type='text'>Racionalidade 1 x 0 Sentimento</title><content type='html'>- Não olhe para mim assim... Não fite meus olhos... Não se aproxime... Não deite suas mãos sobre as minhas... Não me envolva em seus braços... Não seja você mesma... Não me agrade... Não me surpreenda... Não seja tão afável... Não me espere chegar... Não aceite minhas falhas... Não me queira...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“E eu prometo não perder o meu controle... E prometo não incendiar o seu descontrole... E prometo não ser quem você procura... E prometo não prender seus dedos entre os meus... E prometo não procurar quem você é... E prometo não dissecar sua alma... E prometo não dar meio-sorrisos travessos... E prometo não tocar a sua música... E prometo não mostrar ansiedade... E prometo não me esforçar para ser sempre melhor... E prometo não querer mais você.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele falou isso tudo sutilmente, quase sussurrando. Mas era o bastante para preencher o quarto. E ela sentiu o coração pulsar mais forte. Sentiu a pele do pescoço arrepiar e as bochechas corarem. E nesse momento ela mordeu os lábios e soltou as mãos dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele então levantou os braços e envolveu o rosto dela com as mãos. Ela sorriu. Ele fechou os olhos. Ela colocou a mão direita para trás, buscando algo. Ele avançou o rosto em direção ao dela. Ela avançou a mesma mão em direção ao rosto dele. Ele encostou os lábios nos dela. Ela encostou o cano da arma na lateral esquerda da cabeça dele, logo acima da orelha, e atirou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sangue sujou a parede branca e o teto do quarto. E pedaços do cérebro voaram e pousaram sobre a cama, manchando os travesseiros e os lençóis. O corpo dele desabou e ela, sem expressão alguma no rosto, abaixou-se e sussurrou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O amor, meu querido, já me causou muito estrago e não me serve mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E levantou-se, passou por cima do corpo - como quem passa sobre entulhos e farrapos -, andou em direção à porta e sumiu na escuridão do corredor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-6804703154792177592?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/6804703154792177592'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/6804703154792177592'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2009/12/racionalidade-1-x-0-sentimento.html' title='Racionalidade 1 x 0 Sentimento'/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-3945463200808317129</id><published>2009-11-30T10:20:00.002-03:00</published><updated>2009-12-01T11:50:22.207-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Deus, que vivia acima de todos, não conhecia a verdade sobre as sutilezas humanas, e isto há muito o deixava bastante desanimado. A explicação para tal era bem simples, por causa de um erro de cálculo, liberdade de espírito fora dada aos homens e, desde então, deus buscava veementemente consertar tal erro, procurando alguma fraqueza em suas criaturas, para que ele novamente pudesse exercer domínio sobre elas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ser, dá-me a verdade sobre os homens!&lt;br /&gt;- Por que eu faria isto?&lt;br /&gt;- Porque eu te criei!&lt;br /&gt;- Se o Senhor me criou, sabe que eu não faria isto sem receber algo em troca.&lt;br /&gt;- O que tu queres, ser? Dize-me!&lt;br /&gt;- Primeiramente, quero que o Senhor me chame pelo meu nome: José.&lt;br /&gt;- O que mais, José?&lt;br /&gt;- Imortalidade!&lt;br /&gt;- Isto eu não posso oferecer-te, José!&lt;br /&gt;- Pode, você é Deus, o Todo Poderoso que tudo pode!&lt;br /&gt;- Tens razão, José, eu posso tudo. Que assim seja!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E José começou a sentir um prazer extremo, e sentiu-se imortal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Obrigado, meu Deus! Tome, pegue toda a verdade! Obrigado! Obrigado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então deus segurou a verdade e em seguida matou José.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moral da história:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem é fraco, confunde facilmente orgasmos com imortalidade e, em nome disto, abre facilmente mão da verdade, mesmo que isto signifique a destruição de tudo em sua volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moral da história versão pedreiro de obra:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem sempre pensa com o pau.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-3945463200808317129?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/3945463200808317129'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/3945463200808317129'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2009/11/deus-que-vivia-acima-de-todos-nao.html' title=''/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-140821529970046872</id><published>2009-11-28T01:03:00.002-03:00</published><updated>2009-11-28T15:25:33.610-03:00</updated><title type='text'>doses diversas</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SxChbXmZf5I/AAAAAAAAAMI/7kzSP6wlros/s1600/ruinas.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 266px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SxChbXmZf5I/AAAAAAAAAMI/7kzSP6wlros/s400/ruinas.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5409000644035575698" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ignore o que a vida toca e dance sua própria música. Ignore os que traíram você. Ignore os que abriram mão da verdade e o jogaram no chão. Que diferença faz? A vida é cruel, não importa o que você faça. A vida é boa, não importa o que você faça. Momentos bons e momentos ruins sempre existirão, é preciso saber lidar com eles da melhor maneira. Ou você terá que desistir de ser quem você é e dançar conforme a música que você não escolheu. Ser apenas uma marionete pseudo-cool brincando de engolir troncos em filmes pornográficos produzidos em casas abandonadas do subúrbio brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sirva outra dose, por gentileza, senhorita... Hoje a noite será longa e eu não pretendo encará-la da maneira mais realista possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer dizer então que todo mundo é comprável? Eu gosto da palavra lealdade. E gosto das premissas que contornam seus significados. Mesmo que isto signifique várias garrafas cheias em uma varanda vazia enquanto várias cabeças vazias fazem uma festa cheia. Eu não vim até aqui para brincar de ignorar meus valores. Não joguei fora a boa vida de bosta que me ofereceram, em nome da minha liberdade, para me sentir preso pela falta de caráter daqueles que ignoram as conseqüências das escolhas que fazem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais outra dose, mulher. Não demore, eu não gosto de esperar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aumente o volume. Eu ainda consigo me escutar daqui e não pretendo perder meu tempo ouvindo quem não tem nada de bom a dizer. É preciso fechar os ouvidos, a humanidade defeca pela boca quando o assunto é confiança. Não seja infantil, você não pode combater o mundo, mas o mundo pode combater você. Seja adepto, conivente, podre, perdido, majestosamente hipócrita. Não há nada mais a se fazer por aqui... Pegue seus trapos, seu idiota. Não perca seu tempo conosco, não temos nada de bom para oferecer a você. Apenas trapaças, traições, mentiras, compridas promessas que nunca serão cumpridas. Somos políticos, queremos barganhar a sua alma e garantir nosso lugar nos céus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sirva outra dose, sua puta.&lt;br /&gt;E apenas dance e tudo ficara bem, como costumava ser.&lt;br /&gt;E...&lt;br /&gt;E...&lt;br /&gt;E...&lt;br /&gt;Fechem as janelas e respirem...&lt;br /&gt;Percebam, portanto: O cheiro ruim não vem lá de fora, da rua. Vem daqui de dentro, de nós mesmos. Inspire profundamente sua própria alma com cheiro de esterco... É o que os sábios dizem quando pregam “conheça a ti mesmo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra dose.&lt;br /&gt;Outra ordem.&lt;br /&gt;Outra queda.&lt;br /&gt;Outra saída, por favor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde ficam as portas dos fundos?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-140821529970046872?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/140821529970046872'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/140821529970046872'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2009/11/doses-diversas.html' title='doses diversas'/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SxChbXmZf5I/AAAAAAAAAMI/7kzSP6wlros/s72-c/ruinas.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-5190691173067426600</id><published>2009-11-27T09:36:00.000-03:00</published><updated>2009-11-28T01:05:58.860-03:00</updated><title type='text'>think, Leandro. think!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SxCg9ddjjTI/AAAAAAAAAMA/o-V08Lk8yF4/s1600/uuuuuuuuuuuu.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 264px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SxCg9ddjjTI/AAAAAAAAAMA/o-V08Lk8yF4/s400/uuuuuuuuuuuu.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5409000130213023026" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É estranho observar as pessoas destruindo o mundo em volta em nome de paixões ou amores que cegam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos conhecem o fim dessas histórias: Eu não deveria ter feito assim e, na verdade, não entendo como fui entrar em uma situação dessas... de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas do que adianta chorar leite derramado? Os mortos continuarão mortos e os que não morreram, mas resolveram se afastar, dificilmente voltarão a se aproximar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não podemos escolher pelas pessoas.&lt;br /&gt;Podemos apenas instruí-las, alertá-las, e torcer para que percorram o melhor caminho por si próprias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se não percorrerem? Assuma para si mesmo que a vida é assim, pegue seus trapos e vá embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não podemos escolher pelas pessoas.&lt;br /&gt;Mas podemos escolher sobre sermos ou não coniventes com o que elas escolhem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Think about it.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-5190691173067426600?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/5190691173067426600'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/5190691173067426600'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2009/11/think-leandro-think.html' title='think, Leandro. think!'/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SxCg9ddjjTI/AAAAAAAAAMA/o-V08Lk8yF4/s72-c/uuuuuuuuuuuu.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-2530110646070169027</id><published>2009-11-25T13:22:00.004-03:00</published><updated>2009-11-28T13:32:52.304-03:00</updated><title type='text'>now, breaking love fail</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/Sw1ac2CSoTI/AAAAAAAAAL4/xr7CudoIQhM/s1600/wentloog2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 216px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/Sw1ac2CSoTI/AAAAAAAAAL4/xr7CudoIQhM/s320/wentloog2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5408078179129794866" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De verdade...&lt;br /&gt;Vocês realmente esperavam correr com sinos amarrados nas pernas, deixando marcas de lama por todo o corredor, sem que ninguém os percebesse?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu preciso sair daqui.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-2530110646070169027?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/2530110646070169027'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/2530110646070169027'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2009/11/fbn-l.html' title='now, breaking love fail'/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/Sw1ac2CSoTI/AAAAAAAAAL4/xr7CudoIQhM/s72-c/wentloog2.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-8661977260471669550</id><published>2009-11-22T23:29:00.001-03:00</published><updated>2009-11-22T23:29:27.565-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Não me olhe assim, como quem procura alguém para culpar. Eu não vim aqui para ser seu capacho e lhe trazer alívio. Não vim para ser porta voz das suas conquistas ou um estúpido degrau para que você alcance seus objetivos de merda nessa sua vida de merda. Esvazie seus pulmões e mantenha seu nariz abaixo dos seus olhos, eu não faço parte da horda que alimenta seu reinado ridículo. Se você deseja conversar de homem para homem é bom largar todas as armas usadas para amedrontar todos que arriscam contrariá-lo. Talvez assim poderemos chegar a algum lugar. Mas se você prefere segura-las à sua frente, dissimulando poder, venha preparado. Eu não sou covarde como você...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Menos ameaças e mais ação, por favor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-8661977260471669550?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/8661977260471669550'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/8661977260471669550'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2009/11/nao-me-olhe-assim-como-quem-procura.html' title=''/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-892758396507512773</id><published>2009-10-29T01:39:00.001-03:00</published><updated>2009-10-29T01:39:24.627-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>E se eu conseguisse lhe mostrar que há um modo novo de construir as velhas coisas que estavam por aqui, entre você e eu...&lt;br /&gt;Um modo em que poderíamos impedir que nossa ingenuidade romântica pensasse que poderíamos abrir todas as torneiras sem esgotar rapidamente os bons sentimentos que nos trouxeram para cá. Onde não mais acreditaríamos que nossa sede impiedosa não secaria a fonte, como a secou, deixando-nos morrer lentamente sobre nossos planos frustrados e mantendo nossas mágoas abertas, na espera de uma chuva para aliviar as feridas e nossas cabeças e que nunca caiu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, se eu prometesse que não mais seríamos feitos de aço e palha, e que não mais observaríamos, impotentes pelo orgulho infantil, o brilho ausentar-se dos nossos olhos, a doçura dissipar-se das nossas palavras e a sutileza ser esquecida em qualquer toque das nossas peles...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se eu a perdoasse pela leviandade com quem mantivera minha solidão cuidadosamente viva, fortalecendo minhas carências e, consequentemente, o controle sobre minha vida?&lt;br /&gt;E se eu pedisse perdão por manipular suas vontades e desrespeitar seus limites em nome da minha cólera mal mastigada e do meu tédio adolescente?&lt;br /&gt;E se eu pedisse perdão por ignorar as lágrimas causadas pelo meu glacial espírito, que tantas vezes banharam seu rosto e consumiram suas noites, tornando-as similares às minhas?&lt;br /&gt;E seu admitisse os atrasos e as traições. As mentiras e as omissões. As cartas escondidas nas minhas mangas que sempre me mantiveram efetivamente seguro contra suas presumíveis mudanças de planos?&lt;br /&gt;E se eu derrubasse os muros e, com eles, todos os temores, traumas e as rotas de fugas fossem ao chão...?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quais seriam as minhas intenções, você pergunta, insegura... E eu seguro suas mãos e respondo que achei você e que isto muda tudo. Que me agrada a ideia de abandonar o leque das possibilidades para fortalecer uma mesma possibilidade todos os dias... Ter você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você se silencia, com os olhos bem abertos a me fitar, séria, incredulamente maravilhada. E agora sou eu que pergunto: Quais seriam nossas novas chances por aqui?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-892758396507512773?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/892758396507512773'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/892758396507512773'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2009/10/e-se-eu-conseguisse-lhe-mostrar-que-ha.html' title=''/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-2547972160894189525</id><published>2009-09-29T19:05:00.000-03:00</published><updated>2009-09-29T19:06:28.451-03:00</updated><title type='text'>Chegaram seus exames!</title><content type='html'>O consultório provavelmente estará mais frio que o normal. Ou mais quente, na verdade não importa a temperatura, desde que incomode você. E nessa tarde, apesar da aparente tranquilidade com que você esteve lidando com tudo até agora, seu coração parecerá o de um virgem adolescente olhando as bundas na Banheira do Gugu. E não adiantará respirar profundamente, contando até dez, usando técnicas budistas, de ioga,  freudiana, ou todas juntas. Ele continuará batendo freneticamente, colocando em dúvidas todas as lógicas biológicas que você aprendeu no ensino fundamental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cadeira também estará desconfortável. Dura demais. Macia demais. E o médico sempre terá que “resolver uma coisa rápida” antes de sentar-se para conversar com você. E enquanto ele “resolve” essa coisa, talvez ele passará uma ou duas vezes pela sala em que você estará e fará perguntas cretinas como “e o vascão ontem, hein?” ou “esse ar-condicionado ta uma droga, né?” e sairá novamente. E você continuará lá, variando as cruzadas de perna como quem precisa escolher uma para usar o resto da vida dentre as mil variações existentes. E suas mãos não ficarão quietas. Não adiantará tentar controla-las. Elas às vezes serão baquetas. Às vezes teclarão em um teclado invisível sobre a mesa. Às vezes analisarão todas as curvas das superfícies ao seu alcance, incluindo as bordas dos seus próprios sapatos. E você analisará com um interesse débil todas os escritos do local, incluindo descrições de produtos interessantíssimos, como almofadas de carimbo e caixa de clipes de papel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então, finalmente, ele entrará. Imponente. Dono do espaço. Com controle sobre tudo no momento, até mesmo sobre sua vida. Você verá tudo em câmera lenta, sua respiração parará, o som ambiente cessará e cada passo daqueles sapatos brancos gastos, porém limpos, parecerá batida em um tambor de madeira gigante. Ele se sentará, sorrirá, pedirá desculpas pela demora e apertará a sua mão. O som ambiente retornará na mesma hora. Seu coração voltará a bater, sua respiração voltará a fluir. Mas não adianta a pressa. O médico fingirá que você não está ansioso – ou a demora é uma tentativa de acalmar os ânimos? – e começará com alguns comentários óbvios e até ingenuamente mentirosos, do tipo “vamos ver estes resultados” como se ele já não os tivesse visto, já que o lacre já estava claramente rasgado quando você chegou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, está é a parte principal, o momento X da questão. É a parte da notícia e o que acontece nela. O momento crucial por qual você, como todos, nunca imaginou que passaria: O médico irá ler todos os laudos. Olhará novamente os outros exames – e nesta hora aquele sorrisinho maroto de quem fala sobre futebol já terá sumido – e apertará os lábios um no outro, sobriamente, antes de olhar para você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus amigos, nesta hora eu lhes digo. Quando isso acontecer, se isso acontecer, não se iludam, não há preparativos. Não adiantará filosofar. Ou catar frases de bom gosto, efeito-moral, grandes sabedorias históricas, científicas, religiosas ou das memórias do vovô. Quando algum profissional da saúde olhar para você, com aquele semblante de “estou com uma bomba atômica na mão, meu caro, prepare-se!” e de maneira sorrateira, ágil e baixa, como quem deixa seguramente, racionalmente escapar um segredo, disser “você tem câncer” você vai desabar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas você pode até ser um bom ator, e convencer o médico e a si mesmo de que lidou bem com a notícia. Poderá não desabar na frente dele. Poderá não desabar na frente do seu amigo que está ao lado ou esperando na outra sala. Ou por telefone com sua mãe que está com o coração na boca e um terço na mão. Mas você irá desabar. Sozinho no banheiro. Trancado no quarto. Entre os fumês do carro, no meio do trânsito. Ou horas depois, quando terminar as ligações, a choradeira alheia em companhia do seu fingimento de que “está tudo sobre controle...”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E você aprenderá que homem não só chora, como chora feito criança com joelho esfolado no asfalto. E não por dois minutos... Não por cinco minutos... A coisa vai demorar. Vai doer, fazendo com que aquele término de relacionamento pareça passeio em parque de diversão. Você vai sentir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não adianta fingir ser aço. Aço não desenvolve câncer. E câncer mata. Assuma sua fragilidade e deixe pessoas que se importam por perto. Acreditem, elas podem fazer a diferença. Mesmo pra quem, como eu, tem sempre a situação “sob controle”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-2547972160894189525?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/2547972160894189525'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/2547972160894189525'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2009/09/chegaram-seus-exames.html' title='Chegaram seus exames!'/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-1734747223239235686</id><published>2009-09-12T14:48:00.001-03:00</published><updated>2009-09-12T14:48:31.853-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Com olhar firme e passos fortes ela deu meia-volta e subiu as escadas que levavam ao picadeiro. A platéia silenciou-se, curiosa, e a luz voltou a ser apagada, sobrando apenas uma forte luz branca a iluminá-la. Suas roupas coloridas, desalinhadas e folgadas, estavam amarrotadas. E, em seu rosto, era facilmente possível notar que sua maquiagem estava borrada por lágrimas toscamente enxugadas nas costas dos pulsos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela mordia os lábios com força. Não com insegurança, mas com raiva. E mantinha seus olhos semi-serrados, como se focalizasse algo importante à sua frente. Seus braços rentes ao corpo, imóveis, e os dedos balançando levemente, quase que imperceptivelmente trêmulos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando o silêncio tornou-se absurdamente denso, o pianista começou a tocar. Apenas quatro notas fúnebres, lenta e repetidamente. Mais e mais vezes. Por longos segundos. E a luz branca tornou-se amarela lentamente, degradando devagar para o laranja, até tornar-se vermelho fogo, infernal. E ela, com seus cabelos de algodão e seu nariz vermelho, começou a balançar para frente e para trás. Perturbada. Engasgada. Destruída. Até o momento em que, concomitantemente, ela parou e olhou para cima e o pianista insistiu em apenas uma nota. Contínua. Triste. Raivosa. Estridente. Incômoda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com uma sincronia perfeita, ele soltou as teclas e ela gritou. Não um grito qualquer. Mas um berro forte, daqueles onde você consegue enxergar todos os demônios saindo pela boca alheia. Cheios de cólera e mágoa. Cansaço e dor. E então ela caiu de joelhos. A luz tornou-se azul. E o silêncio voltou a reinar, juntamente com o soluço da pobre coitada de cabelos desgrenhados ao chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até o pianista tocar uma marchinha de carnaval e todos começarem a rir sobre ela. Demoradamente. Levianamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então ela se levantou. Desceu as escadas. E foi embora. O público aplaudia, divertido. Ela sorria, um sorriso amarelo, olhando para o nada. Até desaparecer nos corredores escuros que levam aos bastidores do teatro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um palhaço pode subir ao picadeiro e mostrar drama, esperteza, tristeza, dor, raiva, mágoa... Ele continuará sendo apenas um palhaço. E todos rirão dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do que vale você mudar seus atos externos e continuar com as vestes infantis, formadoras do seu caráter? Aqui não é o seu lugar. E eu não gosto de comédia pedagógica de circo de cidade provinciana.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-1734747223239235686?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/1734747223239235686'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/1734747223239235686'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2009/09/com-olhar-firme-e-passos-fortes-ela-deu.html' title=''/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-2785980994411067267</id><published>2009-08-29T06:58:00.005-03:00</published><updated>2009-08-29T15:42:00.875-03:00</updated><title type='text'>carência?</title><content type='html'>Eu sinto falta de me envolver, finalmente.&lt;br /&gt;E eu sinto saudade de um tempo onde nada precisava fazer tanto sentido. Bastava um sorriso, ou alguma outra coisa que hoje eu acho patética, para que o dia ganhasse cor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, eu sinto saudade de me tornar patético de novo. Há pelo menos quatro anos eu não sei o que é isso... Algo ficou pelo caminho. Um pedaço de mim. Talvez o pedaço mais valioso... E tênue. Aquele eu menos calejado pelos dias em companhia de pessoas tão estúpidas quanto meus pensamentos atuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É estranho sentir saudade de ser quem você não é mais. Sentimento novo pra mim.&lt;br /&gt;E é estranho sentir-se carente.&lt;br /&gt;Eu odeio essa palavra... Pra mim ela sempre vem com um quê de falta de auto suficiência que estraga a maioria das coisas.&lt;br /&gt;Mas quem sou eu para discursar sobre as mazelas sentimentais do homens?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu nasci solitário.&lt;br /&gt;Eu cresci solitário.&lt;br /&gt;Eu continuo solitário.&lt;br /&gt;Vai ver é isso, tenho tomado doses muito grandes de solidão depois que meu signo mudou para câncer. Uma hora transborda... Deve ser só cansaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia já amanheceu e eu ainda não consegui dormir.&lt;br /&gt;Vou fechar os olhos um pouco. Talvez passe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, a quem eu quero enganar? Eu não consegui dormir durante a noite, obviamente não conseguirei agora pela manhã.&lt;br /&gt;Vou à praia.&lt;br /&gt;Enquanto o câncer ainda me deixa fazer isto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-2785980994411067267?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/2785980994411067267'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/2785980994411067267'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2009/08/eu-sinto-falta-de-me-envolver.html' title='carência?'/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-2774181005884549873</id><published>2009-07-23T19:48:00.001-03:00</published><updated>2009-07-23T19:53:48.210-03:00</updated><title type='text'>Qual seu signo?</title><content type='html'>Qual seu signo, Leandro? Câncer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hm... Espero que não. :)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-2774181005884549873?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/2774181005884549873'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/2774181005884549873'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2009/07/ajude-sustentar-wikipedia-e-outros.html' title='Qual seu signo?'/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-8881178386463181433</id><published>2009-06-09T19:09:00.001-03:00</published><updated>2009-06-09T19:09:30.280-03:00</updated><title type='text'>UL2</title><content type='html'>Eu coleciono conceitos demais. E eles me aprisionam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu coleciono exageros demais. E eles me aprisionam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde está a linha que separa a sensata autopreservação da covardia? Que separa o meio-termo da protelação inútil? No fundo a gente sempre sabe o que é certo fazer. E no fundo a gente sabe o que a gente deseja de verdade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que fazer quando o que a gente deseja não é exatamente o que é certo? Como controlar os dados moralistas que balançam nossas cabeças?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinta.&lt;br /&gt;Viva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu penso demais antes de fazer.&lt;br /&gt;Eu faço demais antes de pensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cadê o meio termo que estava por aqui antes de você chegar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Go make your next choice be your best choice"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-8881178386463181433?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/8881178386463181433'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/8881178386463181433'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2009/06/ul2.html' title='UL2'/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-231288826272082901</id><published>2009-06-09T17:41:00.002-03:00</published><updated>2009-08-29T07:12:49.520-03:00</updated><title type='text'>profile 09</title><content type='html'>Eu costumo me jogar de cabeça, aproveitando ao máximo cada segundo antes de me esborrachar no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fato 1º: Às vezes o chão está muito perto e eu não aproveito porcaria alguma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fato 2º: Às vezes o chão nem existe. Você tem ideia de como é bom sentir-se em queda livre?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu gosto do risco.&lt;br /&gt;E simplesmente não me importo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-231288826272082901?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/231288826272082901'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/231288826272082901'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2009/06/profile-09.html' title='profile 09'/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-1956729250209992702</id><published>2009-06-06T15:33:00.001-03:00</published><updated>2009-06-06T15:33:47.084-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Fortalezas só existem em situações ideais. Quando há um conjunto de características nos ambientes e nos dias que não arranham seus calcanhares de Aquiles. Com seus peitos estufados, cheios de ar, eles bradam aos quatro cantos sobre suas forças e suas irredutibilidades. Sobre o poderio de suas personalidades e sobre suas valiosas opiniões, sem tentar mascarar as intolerâncias que são cultivadas com essas concepções sobre si mesmos e seus reinados superiores em um mundo de vulgares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas basta um fio fora da linha imaginária que traça suas vidas. Um deslize amoroso. Uma decepção em relação a pessoas com quem eles realmente se importam. Que um plano muito desejado e bem planejado seja fortemente frustrado. E toda fortaleza sucumbe... Como pedras arremessadas do vigésimo andar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algo que é inabalável apenas em situações ideais não é minha concepção sobre o que é uma Fortaleza. Fortalezas não existem. Somos bilhões de castelos de palha vagando pela Terra. A diferença está simplesmente na melhor capacidade de alguns em convencer os outros de que suas palhas na verdade são cabos de aço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida é um teatro vagabundo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-1956729250209992702?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/1956729250209992702'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/1956729250209992702'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2009/06/fortalezas-so-existem-em-situacoes.html' title=''/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-5637764368178770415</id><published>2009-06-05T08:41:00.001-03:00</published><updated>2009-06-05T08:41:36.396-03:00</updated><title type='text'>Mais do Mesmo</title><content type='html'>Resolvi experimentar um pouco de mais do mesmo. Só para me lembrar de que não seria diferente se eu ficasse um pouco mais. Ou simplesmente deixasse de ir. Um pouco mais daquele gosto azedo de paixão barata de boteco de esquina, regada a cegueira regional e imaturidade, que no fim some no fundo da caixa de lembranças mal guardada debaixo da cama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matemática é uma ciência poderosa. E em relação a isso até o idiota do meu gerador paterno era, de certa forma, correto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-5637764368178770415?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/5637764368178770415'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/5637764368178770415'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2009/06/mais-do-mesmo.html' title='Mais do Mesmo'/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-1785677183572131156</id><published>2009-06-03T16:56:00.001-03:00</published><updated>2009-06-03T16:56:46.636-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Ela estava distraída com o seu próprio brilho e não percebeu que ele apenas colocara os pés sobre a mesa de centro enquanto cruzara os braços. Ele não parecia inseguro ou receoso. E também não parecia disposto a pagar o preço que ela começara a cobrar autoritariamente. Mas ela não notou. Apenas continuou falando sobre o que deveria ser feito ou não em nome do que teoricamente ele muito queria e ela pouco precisava. E ela arrumava os cabelos e olhava para o teto, sorrindo ludibriada por uma falsa superioridade, andando de um lado para o outro, gesticulando arbitrariamente com as mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ele? Bem... Ele esperou o fim das frases. Sem nada dizer. Sem nada fazer. E quando ela silenciou-se triunfante, ainda olhando para o nada, ele apenas se levantou e se aproximou. Deu-lhe um beijo na testa e calmamente falou, quase sussurrando:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Se você quer alguém que tenha os pés no chão e faça por onde merecer, tire os seus das nuvens e aprenda sobre a não sutil diferença entre ter um amor e ter um fã. Eu não sou um fã. E, a partir de hoje, também não sou o seu amor. Cuide-se...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E saiu, caminhando lentamente, com as mãos nos bolsos. Sem ao menos voltar a olhar para trás e vê-la, estática, com os olhos arregalados.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-1785677183572131156?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/1785677183572131156'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/1785677183572131156'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2009/06/ela-estava-distraida-com-o-seu-proprio.html' title=''/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-3581316978214299340</id><published>2009-06-02T19:06:00.000-03:00</published><updated>2009-06-02T19:07:04.188-03:00</updated><title type='text'>rotten.</title><content type='html'>Como pontos amarelados que timidamente marcam presença na terra seca, as controvérsias começam a brotar. Nada surpreendente, este é o único tipo de planta que pode ser cultivada quando esquecemos de adubar e molhar o solo. E, não obstante todo o descaso que recebi como retorno por ter-lhe oferecido uma sutil segurança, você ainda negou-me luz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é preciso maestria alguma para perceber o óbvio futuro quando negamos a um jardim tudo aquilo de que ele necessita para manter-se vivo. Certo dia, quando acordarmos nossos olhos viciados pela tal segurança e observarmos o que teoricamente seria o nosso belo horto sentimental, com suas flores, pássaros e cores, encontraremos apenas terra pobre e mato seco, amarelado, feio, inerte, sem graça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como pontos amarelados, as controvérsias começam a brotar... E qualquer jardineira amadora saberia que esta não seria a melhor hora para confiar na sorte e esperar que uma chuva milagrosa caia e faça todo o seu trabalho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-3581316978214299340?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/3581316978214299340'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/3581316978214299340'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2009/06/rotten.html' title='rotten.'/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-6224165020491174421</id><published>2009-06-01T19:07:00.000-03:00</published><updated>2009-06-02T19:07:57.330-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Seus problemas, e dores, e obstáculos, e frustrações, e faltas de sorte podem ser imensamente insuportáveis em determinados momentos. E é nessas horas que você se pergunta se vai conseguir continuar. Se vai, ou se ainda quer brigar para continuar em pé. Você vai ao inferno e volta algumas vezes em uma só noite, envelhecendo anos por minuto. Odiando. Temendo. Desesperando-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quer saber? Basta dar uma volta e você achará uma pá de pessoas que farão com que sua imensa dor pareça apenas uma agulhada na ponta do dedo... Pessoas estas que venceram batalhas tão grotescas que fariam a sua guerra soar briga de travesseiros entre lolitas em capa de revista adolescente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E apesar do ditado que diz que “quem come prego é que sabe o cu que tem”, você continuará sentindo-se um tanto quanto desconfortável por ter pensado em desistir por uma determinada situação que poderia ser o melhor dia da vida dessas pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você está na lama, mas você está vivo. Pare de se lamentar e faça bom proveito do que a vida ainda pode lhe oferecer. Afinal, quanto tempo você ainda possui?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-6224165020491174421?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/6224165020491174421'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/6224165020491174421'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2009/06/seus-problemas-e-dores-e-obstaculos-e.html' title=''/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-8706583517984728634</id><published>2009-05-25T09:51:00.001-03:00</published><updated>2009-05-25T09:52:32.416-03:00</updated><title type='text'>UL</title><content type='html'>Em uma tarde nublada não muito longe daqui, uma chuva delicada cai sobre o campo aberto, molhando nossas faces. Mas meus olhos não hesitam na água... Eles continuam focalizando você, andando graciosamente no horizonte. Aproximando-se vagarosamente. O tempo passa sem pressa, cedendo espaço para que possamos decidir sobre continuar ou fugir. Para que possamos medir, pesar e julgar o que não pode ser medido, pesado ou julgado. E nossos receios possam vencer ou ser vencidos antes da próxima aproximação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu continuo imóvel, com as mãos nos bolsos e um meio sorriso de lábios fechados. Sentindo o frio e fraco vento tentar inutilmente esfriar meu rosto. Você sorri. Balança a cabeça e acena com as duas mãos. Seu vestido fino, umedecido pela chuva, dança belamente como um pêndulo hipnótico. E aos poucos eu compreendo que estou me viciando nesta imagem: A relva verde musgo sob seus pés. O céu maravilhosamente fechado sobre seus cabelos escuros. A chuva rala escorrendo em sua pele. E você... Sorrindo por me ver esperando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então eu percebo o óbvio.&lt;br /&gt;E eu me sinto bem... Como há tempos não sentia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-8706583517984728634?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/8706583517984728634'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/8706583517984728634'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2009/05/ul_25.html' title='UL'/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-6186798484117400511</id><published>2009-05-25T09:51:00.000-03:00</published><updated>2009-05-25T09:52:31.072-03:00</updated><title type='text'>UL</title><content type='html'>Em uma tarde nublada não muito longe daqui, uma chuva delicada cai sobre o campo aberto, molhando nossas faces. Mas meus olhos não hesitam na água... Eles continuam focalizando você, andando graciosamente no horizonte. Aproximando-se vagarosamente. O tempo passa sem pressa, cedendo espaço para que possamos decidir sobre continuar ou fugir. Para que possamos medir, pesar e julgar o que não pode ser medido, pesado ou julgado. E nossos receios possam vencer ou ser vencidos antes da próxima aproximação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu continuo imóvel, com as mãos nos bolsos e um meio sorriso de lábios fechados. Sentindo o frio e fraco vento tentar inutilmente esfriar meu rosto. Você sorri. Balança a cabeça e acena com as duas mãos. Seu vestido fino, umedecido pela chuva, dança belamente como um pêndulo hipnótico. E aos poucos eu compreendo que estou me viciando nesta imagem: A relva verde musgo sob seus pés. O céu maravilhosamente fechado sobre seus cabelos escuros. A chuva rala escorrendo em sua pele. E você... Sorrindo por me ver esperando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então eu percebo o óbvio.&lt;br /&gt;E eu me sinto bem... Como há tempos não sentia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-6186798484117400511?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/6186798484117400511'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/6186798484117400511'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2009/05/ul.html' title='UL'/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-1798324047425768980</id><published>2009-05-22T10:41:00.000-03:00</published><updated>2009-05-22T10:42:47.809-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Agora há um tom diferente nas paredes do seu quarto. E há aquele antigo cheiro de falta de tempo e certeza de um fim que não se deseja, que tantas vezes ele já desfrutou. E há a vontade de continuar, sabendo que essa não seria a coisa racionalmente certa a se fazer – E talvez por isso ela exista, pelo gosto da contradição, do oposto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que tudo pode mudar com o tempo, inclusive os pensamentos mais irredutíveis e as relações mais concretas. Eu hoje acredito nisso. Mas também acredito que muitas coisas, desejos e manias, apesar de permanecerem adormecidos por anos, voltam como de costume. E, também como de costume, eu quero aproveitar cada centímetro do que me é oferecido, sem receios sobre o que poderá acontecer depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então ele abriu a mão esquerda e deixou que os dados rolassem pela mesa. Mas antes de olhar o resultado ele vestiu o seu melhor sorriso e saiu, com a certeza de que os números do acaso não mudariam em nada sua decisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I want more.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-1798324047425768980?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/1798324047425768980'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/1798324047425768980'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2009/05/agora-ha-um-tom-diferente-nas-paredes.html' title=''/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-345949047566399108</id><published>2009-05-06T07:49:00.000-03:00</published><updated>2009-05-06T08:16:25.276-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>É mais fácil dizer "ele não sabe lidar com a verdade" que dizer: É, puta que pariu, eu vacilei e agora estraguei tudo". Nossa estúpida mania de sermos "garotões" e nunca mostrarmos para terceiros o quanto estamos errados... Orgulho? Infantilidade? É como se você se convencesse, ao convencer um punhado de pessoas, de que está certo, apesar de saber que está errado (eu usava isso com minha mãe, quando eu tinha uns sete anos de idade). E aí fica mais fácil lidar com a situação, se colocando em uma posição onde o tudo estragado não dependeu de você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É, eu não estraguei tudo. Eu fui sincera. Ele é que estragou, por não saber lidar com minha sinceridade."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entenda duas coisas: Ser sincero não é sinonimo de ser certo. E saber lidar com a sinceridade não é aceitar o que acontece, principalmente quando o que acontece não é justo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E de injustiça eu já estou até o pescoço, minha cara. Seja feliz com sua sinceridade... Porque, por aqui, as coisas andam muitíssimo bem, obrigado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E viva as voltas que o mundo dá. =)&lt;br /&gt;(e viva o bom humor que retorna com o resultado)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-345949047566399108?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/345949047566399108'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/345949047566399108'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2009/05/e-mais-facil-dizer-ele-nao-sabe-lidar.html' title=''/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-1749844411839753934</id><published>2009-05-06T07:48:00.000-03:00</published><updated>2009-05-06T07:49:07.502-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Tudo o que começa tende a terminar.&lt;br /&gt;Como um capítulo concluso...&lt;br /&gt;Ou simplesmente esquecido pela metade, perdido ao vento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há muito o que se possa fazer&lt;br /&gt;A não ser tentar prolongar os melhores momentos&lt;br /&gt;Pelo maior tempo possível&lt;br /&gt;E torcer para que isso seja o bastante e aparentemente absoluto...&lt;br /&gt;Para que a montanha russa inevitável das coisas chegue ao seu destino final sem deixar espaço na memória para mágoas e caos negativos que venham a borrar todas as fotografias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levante-se e agradeça a si mesmo pelo que você teve&lt;br /&gt;E pelo que ainda há para conquistar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E lembre-se:&lt;br /&gt;Você chegou aqui com muito pouco, quase nada.&lt;br /&gt;O que veio a partir daí pode ser considerado grande vitória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Stop crying and live with it.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-1749844411839753934?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/1749844411839753934'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/1749844411839753934'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2009/05/tudo-o-que-comeca-tende-terminar.html' title=''/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-4435342174640743006</id><published>2009-04-15T22:43:00.001-03:00</published><updated>2009-04-15T22:43:42.313-03:00</updated><title type='text'>2° Lado da Mesma Moeda</title><content type='html'>Ele pisou mais forte o acelerador. As árvores agora eram apenas manchas nas janelas laterais enquanto o velocímetro completava todos os seus quadros. O motor gritava. A lataria tremia. Mas ele não se movia, apenas continuava pisando cada vez mais fundo, com a boca cerrada e os olhos fixos na estrada, perdidos e cheios de lágrimas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu não fiz por mal”, ela disse. “Foi apenas uma forma de lidar com a situação... Apenas uma forma de tentar fazer de uma melhor maneira desta vez, por favor, desculpe-me”. Mas ele não conseguia ver como apertar o mesmo gatilho, apontando a mesma arma para a mesma direção - o peito esquerdo dele - poderia funcionar de uma maneira menos devastadora desta vez. E então ele repensou cada instante. Cada chance que se perdeu pelos ralos das escolhas incertas. E percebeu que na balança da vida dela a alma dele não era tão importante quanto ele imaginava e desejava ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A vida às vezes não é o que parece ser”, ele pensou. “Mas é preciso continuar em frente... É preciso desistir de desistir de tudo”. Então ele soltou a mão direita do volante e limpou os olhos. Depois ligou o som, escolheu sua música predileta e abriu os vidros da janela. O celular continuava a tocar sobre o banco do passageiro quando ele o pegou e jogou-o na estrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Aprenda a trilhar novos caminhos quando tudo o que é oferecido pelos antigos se resume apenas em insegurança, frustração e dor”. Foi o que ele repetiu a si mesmo antes de soltar o acelerador e sorrir...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas existe uma não tão tênue distância entre soltar o acelerador e apertar o freio. E, como poderiam apostar os pessimistas plantonistas desta pequena cidade, era tarde demais para que ele aprendesse isso. Logo após soltar o acelerador, o carro entrou em uma curva acentuada à direita que o levou diretamente aos fins obscuros de um modesto penhasco rodeado por belas árvores verdes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazia Sol nesse dia.&lt;br /&gt;Mas ironicamente ele sentia frio.&lt;br /&gt;Muito frio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem sempre o show pode continuar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-4435342174640743006?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/4435342174640743006'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/4435342174640743006'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2009/04/2-lado-da-mesma-moeda.html' title='2° Lado da Mesma Moeda'/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-8924808192126746105</id><published>2009-04-13T17:57:00.002-03:00</published><updated>2009-04-13T17:59:23.805-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SeOnnlEzMwI/AAAAAAAAALQ/wzAcNmMsYqQ/s1600-h/boy.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 319px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SeOnnlEzMwI/AAAAAAAAALQ/wzAcNmMsYqQ/s400/boy.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5324283482891039490" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele pisou mais forte o acelerador. As árvores agora eram apenas manchas nas janelas laterais enquanto o velocímetro completava todos os seus quadros. O motor gritava. A lataria tremia. Mas ele não se movia, apenas continuava pisando cada vez mais fundo, com a boca cerrada e os olhos fixos na estrada, perdidos e cheios de lágrimas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu não fiz por mal”, ela disse. “Foi apenas uma forma de lidar com a situação... Apenas uma forma de tentar fazer de uma melhor maneira desta vez, por favor, desculpe-me”. Mas ele não conseguia ver como apertar o mesmo gatilho, apontando a arma para a mesma direção poderia funcionar de uma maneira melhor desta vez. E então ele repensou cada instante. Cada chance que se perdeu pelos ralos das escolhas incertas. E percebeu que na balança da vida a sua alma não era tão importante quanto ele percebia e desejava ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A vida às vezes não é o que parece ser”, ele pensou. “Mas é preciso continuar em frente... É preciso desistir de desistir de tudo”. Então ele soltou a mão direita do volante e limpou os olhos. Depois ligou o som, escolheu sua música predileta e abriu os vidros da janela. O celular continuava a tocar sobre o banco do passageiro quando ele o pegou e jogou-o na estrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Aprenda a trilhar novos caminhos quando tudo o que é oferecido pelos antigos se resume apenas em insegurança, frustração e dor”. Foi o que ele repetiu a si mesmo antes de soltar o acelerador e sorrir...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;the show must go on.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-8924808192126746105?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/8924808192126746105'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/8924808192126746105'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2009/04/ele-pisou-mais-forte-o-acelerador.html' title=''/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SeOnnlEzMwI/AAAAAAAAALQ/wzAcNmMsYqQ/s72-c/boy.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-3555734207373379333</id><published>2009-04-04T13:01:00.000-03:00</published><updated>2009-04-04T13:02:03.409-03:00</updated><title type='text'>Life ain't what it seems</title><content type='html'>Você pode fingir felicidade. Você por fingir auto-estima. Você pode disfarçar a dor. Você pode simular sorrisos. Você pode fingir não se importar. Apenas como aquele plano que você mantinha quando era jovem. Aquele plano sobre tudo o que seria perfeito exatamente agora. Aquele plano que não deu certo de jeito algum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então às vezes você pode fingir amor. E às vezes pode fingir ciúmes. E às vezes você pode disfarçar solidão. E você pode simular prazeres, fingindo se importar. Mas você não pode se convencer de que tudo está exatamente como você deseja. E você pode até convencê-los disso, mas eles não estão dentro da sua cabeça quando o Sol vai embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida não parece ser o que ela é.&lt;br /&gt;E as pessoas não são como parecem ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como em frente à TV em dia de domingo, nós vamos inutilmente trocando os canais em busca de algo que realmente faça sentido. Mas todas as vezes que alguém nos vê sentado no sofá, paramos em canais que provoquem alguma intenção desejada. Tornamo-nos cultos, ou divertidos, ou maus, ou bons samaritanos, ou politizados, ou qualquer coisa que no fim das contas não fará diferença alguma, pois logo os observadores terão seus próprios canais para mudar fronte aos seus próprios observadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida não parece ser o que ela é.&lt;br /&gt;E nós, como cavalos presos em um carrossel sem sentido, perdemos muito tempo buscando ser quem não somos ao invés de tentar vivê-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-3555734207373379333?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/3555734207373379333'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/3555734207373379333'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2009/04/life-aint-what-it-seems.html' title='Life ain&apos;t what it seems'/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-8924898646601200172</id><published>2009-03-30T08:11:00.001-03:00</published><updated>2009-03-30T08:11:24.130-03:00</updated><title type='text'>cazzo.</title><content type='html'>Uma parede de vidro pode ser genialmente, perfeitamente, milimetricamente disfarçada de muro de concreto. Mas ela continuará sendo uma parede de vidro, com toda sua fragilidade e sua transparência infantilmente mascarada com tinta cinza à prova d’água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por isso, reconhecendo e respeitando os meus limites, é que não posso mais me permitir estar por aqui. Porque, por todos estes anos, quando você toma conta dos meus pensamentos eu me torno apenas vidro. E sua honestidade em relação às escolhas pela falta de escolha sempre funciona como chuvas de pedras sobre mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como um disco arranhando, nós vamos e voltamos, sempre revivendo os mesmos erros e as mesmas interpretações diferenciadas pelas variadas perspectivas que, mesmo sendo ambas reais, não impedem que alguém se fira em nome das contradições sentimentais cultivadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um enorme castelo de palha por aqui.&lt;br /&gt;Há um enorme ego que se sustenta com vaidade e orgulho.&lt;br /&gt;Há um ceticismo barato de boteco de esquina.&lt;br /&gt;Há medo.&lt;br /&gt;Há rancor.&lt;br /&gt;Há arrependimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, com uma redundante certeza absoluta, não há duendes no meu quintal. Não há fadas. Não há magia. Não há destino. Não há lógica. Não há cegueira. Não há invenções. E, acima de tudo, não há ninguém na face da terra, nos céus ou no inferno que possa me convencer de que não houve, não há, e não haverá algo entre o país do pecado e a bota verde, branca e vermelha borrada nos hotéis desta estúpida cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradeço a sinceridade.&lt;br /&gt;Com ela nas mãos eu fecho a porta atrás de mim e desejo o melhor que possa acontecer a você sem que eu esteja por perto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grato.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-8924898646601200172?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/8924898646601200172'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/8924898646601200172'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2009/03/cazzo.html' title='cazzo.'/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-2425089762020949586</id><published>2009-03-23T19:56:00.001-03:00</published><updated>2009-03-23T19:56:50.106-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Eu tenho uma teoria que fala sobre portos seguros. O quanto eles funcionam, mesmo quando a distância faz com que seus joelhos sejam destroçados longe deles. Pela certeza de que eles continuam lá, e continuarão quando a guerra acabar e pudermos retornar, para um descanso, uma pausa. Pela esperança ou pela saudade, nós permanecemos em frente, buscando energia onde não havia nem ar. Buscando rotas alternativas até mesmo quando o único caminho é um beco sem saída. Nossos portos seguros nos mantêm aqui. Vivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que acontece quando vamos aos nossos portos e encontramos somente destroços? Quando tocamos apenas restos de sentimentos e vestígios do que um dia foi um chão seguro e um bom lugar para se renovar? Minha teoria cai. E com ela caio eu. E minha esperança. E minha calma. E toda aquela fortaleza de palha que levantei para me sentir seguro longe de casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Relaxa, cara... Jesus é brasileiro e está comendo a Madonna! Depois disso qualquer coisa pode acontecer... Relaxa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;So it is.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-2425089762020949586?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/2425089762020949586'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/2425089762020949586'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2009/03/eu-tenho-uma-teoria-que-fala-sobre.html' title=''/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-1579921540943869969</id><published>2009-03-04T18:52:00.002-03:00</published><updated>2009-03-04T18:53:11.071-03:00</updated><title type='text'>Direito de Resposta Proporcional ao Agravo.</title><content type='html'>Poupe-me das lições de moral estupidamente forjadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aproveite o embalo e poupe-me das acusações sobre coisas que não fiz, não prometi, não alimentei, não solicitei e não desejei – Afinal, de onde você tirou que eu tinha feito algo parecido com qualquer um desses verbos? Tem certeza que a mentira veio do meu lado para o seu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada um tem sua maneira de lidar com a perda. Eu respeito a sua, peço apenas que mantenha um padrão. Porque me bater para os outros verem e depois me alisar quando ficarmos a sós me parece insano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tão insano quanto as fantasias desenhadas sem a minha presença.&lt;br /&gt;Tem certeza que a criança aqui sou eu?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-1579921540943869969?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/1579921540943869969'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/1579921540943869969'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2009/03/direito-de-resposta-proporcional-ao.html' title='Direito de Resposta Proporcional ao Agravo.'/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-3531696139671592464</id><published>2009-03-04T18:52:00.001-03:00</published><updated>2009-03-04T18:52:36.204-03:00</updated><title type='text'>armadura.</title><content type='html'>Não se culpe pelo que não deu certo, ninguém pode controlar o vento quando ele teima em soprar contra a direção que achamos ser ideal. Mas você pode sentir-se culpada, em um futuro próximo, por agora cruzar os braços e deixar-se à deriva no vácuo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enxugue os olhos e então perceba que a tempestade já passou. Perceba que ainda há direções a serem traçadas. E que o fim dos planos não necessariamente significa o fim do mundo, e se for, que assim seja, faça bom proveito do que lhe resta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não abaixe a cabeça, somos todos amadores... Alguns apenas conseguem fingir melhor o controle de tudo. Mas ninguém pode controlar o vento, pequena...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, quando resolver se levantar novamente, aprenda, de uma vez por todas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem toda casca é autossuficiência.&lt;br /&gt;Nem toda escolha é racional.&lt;br /&gt;Nem toda fuga é tática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes, somos apenas frutos do medo...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-3531696139671592464?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/3531696139671592464'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/3531696139671592464'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2009/03/armadura.html' title='armadura.'/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-458323572187604958</id><published>2009-03-04T18:50:00.000-03:00</published><updated>2009-03-04T18:52:05.543-03:00</updated><title type='text'>sem retrocessos.</title><content type='html'>E de repente serei eu obrigado aceitar você de volta porque seu orgulho foi deixado para trás? E de repente eu terei que aceitar começar de onde paramos ou fingir que faremos um novo começo porque você desistiu de encontrar alguém que conseguisse preencher o vazio que eu deixei?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E de repente eu terei que acreditar que você sempre se arrependeu e que tudo vale a pena? E de repente eu terei que ajoelhar me em fronte ao altar, de cabeça baixa e agradecer por mais uma chance de abrir mão de mim mesmo em nome de alguém que nunca fez questão de se importar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que eu lhe ofereci, você se lembra, era pouco, extremamente insuficiente para a sua felicidade, você costumava dizer. Mas era tudo que eu tinha. E tudo que eu tinha você jogou pela janela e se perdeu no vácuo da sua instabilidade sentimental, quando você me convidou a sair da minha toca e então me fez rastejar até minha pele rasgar-se nas pedras pontiagudas do seu amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, olhe para mim, em meus olhos, não como a garota orgulhosa que você era, mas como a mulher sensata que se tornou, e me diga porque eu me arriscaria de novo por você. E diga-me o porquê disto tudo. Por que tentar atormentar os monstros que tanto me atormentaram até que toda minha honra, dignidade, força e auto-estima fossem sugadas para dentro do buraco negro da sua ira incoerente? Por que irresponsavelmente acordá-los e comemorar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, eu não estou emocionado.&lt;br /&gt;Não, eu não estou sorrindo.&lt;br /&gt;Não, eu não estou com saudades.&lt;br /&gt;Não, eu não estou desejando você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem as suas instabilidades. Nem a sua cegueira. Nem os seus erros. Nem o seu arrependimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faça o que você tem de fazer. Viva a sua vida. Esqueça-me. Agradeço por finalmente assinar embaixo do rol de erros que você colecionou ao tentar me destruir. Mas isto traz mais alívio a você mesma que a mim. E seu arrependimento não me faz amar você de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até mais ver.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-458323572187604958?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/458323572187604958'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/458323572187604958'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2009/03/sem-retrocessos.html' title='sem retrocessos.'/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-595343920558824264</id><published>2009-02-11T18:55:00.000-03:00</published><updated>2009-03-04T18:56:13.525-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Tudo estranho. Algumas coisas pelo avesso.&lt;br /&gt;O que eu gostava simplesmente não me importa mais.&lt;br /&gt;O que eu almejava perdeu sentido.&lt;br /&gt;O que eu valorizava agora me parece patético.&lt;br /&gt;E o que me parecia patético continuou patético.&lt;br /&gt;Nada acrescentado. Apenas subtraído.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo estranho.&lt;br /&gt;Com raros momentos onde as coisas parecem ser como antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Avesso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-595343920558824264?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/595343920558824264'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/595343920558824264'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2009/02/tudo-estranho.html' title=''/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-8947768989339410346</id><published>2009-02-07T05:30:00.000-03:00</published><updated>2009-03-04T18:57:47.636-03:00</updated><title type='text'>passo um rumo ao nada.</title><content type='html'>Pouco a pouco ele foi matando todas as situações em que ele pudesse acabar sentindo raiva, frustração ou melancolia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tornou-se uma invejada fortaleza impenetrável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma grande e vazia fortaleza impenetrável.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-8947768989339410346?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/8947768989339410346'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/8947768989339410346'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2009/02/passo-um-rumo-ao-nada.html' title='passo um rumo ao nada.'/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-7815173636504590831</id><published>2009-02-02T09:09:00.001-03:00</published><updated>2009-03-03T20:23:30.745-03:00</updated><title type='text'>Trust.</title><content type='html'>Talvez ainda tenhamos uma chance. Talvez ainda exista uma saída por onde possamos nos esconder do que nos tornamos, até que os tremores cessem e a poeira caia, deixando o ar menos turvo e possibilitando que nós achemos a porta que nos levará para longe daqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então onde havia um belo pôr-do-sol agora há bolhas e câncer. Onde havia banhos intermináveis agora há corpos boiando, inchados. E onde havia bosques, por onde podíamos passear e esquecer o mundo, há apenas o mundo, com seus enormes arranha-céus e suas chaminés, seus outdoors luminosos super modernos e seus estacionamentos hiper lotados com carros abarrotados de compras e pessoas que mal se conhecem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não culpo você. E eu também não me culpo. O que mais poderíamos fazer? Ao atacar, estávamos apenas nos protegendo. Mas não podemos notar que de tanto procurarmos pedras para atirar, nos esquecemos de como era bom quando apenas dávamos as mãos e ignorávamos nossos receios e nossas amarguras. De como era bom quando não deixávamos as decepções do passado estragar o presente e os projetos para o futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, por favor, por favor, pare de chorar e vamos procurar um esconderijo. Pois o mundo sobreviverá aos nossos caprichos, mas eu começo a duvidar de que nós sobreviveremos aos caprichos do mundo. Somos apenas animais, iguais a muitos outros que já passaram por aqui e simplesmente foram embora. Nós também iremos. Mas podemos esperar um pouco mais. Podemos viver um pouco mais se lamentarmos um pouco menos. Podemos esquecer de procurar felicidade por um instante e apenas sermos felizes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confie em mim... Vamos sair daqui.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-7815173636504590831?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/7815173636504590831'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/7815173636504590831'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2009/02/trust.html' title='Trust.'/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-3764681386575804175</id><published>2009-01-30T16:02:00.001-03:00</published><updated>2009-01-30T16:02:57.785-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Quer paz? Pare de reclamar e faça algo de verdade. A chave sempre está longe para quem não se atreve a levantar um braço para tentar alcançá-la; para quem se atreve a passar a vida a lamentar e reclamar, tentando chamar atenção para os seus arranhões, como se fossem grandes insuportáveis fissuras na carne. Poupe-nos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E poupe-nos também do seu comodismo; da suas teorias fajutas, criadas com base no que convém apenas a você, sobre responsabilidade e consequências; da sua proteção divida e orações mirabolantes que buscam milagres e aceitação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer aceitação? Não busque controlar as pessoas. Cultive um ambiente agradável e deixe-as escolherem ficar ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer milagres? Levante essa bunda seca da cama, guarda essa porcaria de livro do qual você não entende uma frase e faça algo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É repetitivo? Mas você continua deitado, então vou tentar outra vez: Faça algo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-3764681386575804175?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/3764681386575804175'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/3764681386575804175'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2009/01/quer-paz-pare-de-reclamar-e-faca-algo.html' title=''/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-7652190743322382855</id><published>2009-01-28T09:46:00.000-03:00</published><updated>2009-01-28T09:47:20.957-03:00</updated><title type='text'>twist</title><content type='html'>Você vinha cambaleando, aturdida, esbarrando nas quinas pontiagudas das esquinas da vida. E você vinha cheia de si, com os pulmões inchados de ar sujo, tentando cobrir com lenços transparentes a sua mágoa. Focando a atenção das pessoas em seu sarcasmo embrutecido você as impedia de ver seus cotovelos sangrando, belo truque. Mas você realmente achava que isso a protegeria para sempre?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Escolher rédeas curtas para controlar a vida não garante segurança... – eu disse.&lt;br /&gt;– Quer apostar? – você respondeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não era comigo a sua aposta. Era consigo mesma. Porque, enquanto você socava todos que tentavam se aproximar, seus olhos continuavam a entregar a sua agonia cultivada. Mas eu não me desviei dos socos e por frações de segundo, antes de ser acertado na face, eu pude estar próximo o suficiente para sentir o seu cheiro de medo e solidão. E eu pude escutar os sussurros da sua alma flagelada repetindo amargamente “Terá volta... Terá volta... Eu não serei a única a sofrer assim”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, quando meu corpo bateu no chão, também ao chão foram as suas proteções. Porque você nunca teve a intenção de me machucar de verdade, não é mesmo? Você só queria me espantar, como os outros foram espantados, mas as pedras perdem o sentido quando você acaba por acertar alguém que você ama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Você deveria ter desviado. Você deveria ter desviado – eu escutei você dizer, entre soluços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas você sabe que eu não faço o tipo. Você sabe que eu sou aquele que luta pelo que quer, mas que também espera o que a vida tem a oferecer quando não se pode mais lutar. Se ela me joga flores, eu as seguro. Se ela me joga pedras, eu as recebo e com elas construo muros que me mantenham longe de determinadas situações ou pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você vinha cambaleando e com os pulmões inchados de ar sujo, apedrejando todos que se aproximavam em suas contradições de convite e repulsa, e eu aceitei você. Você não queria estar machucada sozinha, e eu deixei-me machucar. Agora espero que você solte todo o ar e todas as pedras antes que eu me levante daqui e cure minha face. Caso contrário é melhor você continuar do outro lado do muro que acabei de levantar com suas pedras, pois um novo sentido para “terá volta” será criado em sua cabeça. E nele não haverá prazer algum.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-7652190743322382855?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/7652190743322382855'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/7652190743322382855'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2009/01/twist.html' title='twist'/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-6733489682278689867</id><published>2009-01-26T13:16:00.001-03:00</published><updated>2009-01-26T13:20:29.756-03:00</updated><title type='text'>Cartinha.</title><content type='html'>Querido Manoclildo,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desculpe-me por deixar apenas uma carta assim, mas você sabe que não sou muito boa com essas conversas. Sempre tenho dificuldades enormes para falar o que realmente estou pensando, e você é sempre tão bom em me fazer concordar com suas ideias e com seus planos, que eu sei que não conseguiria o que eu quero se tentasse conversar pessoalmente hoje. Então não se chateie, por favor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha... Sei que nossa relação está ficando séria e que, como você mesmo sempre diz, “qualquer dia teremos que escolher qual o próximo passo que teremos que dar”. Bem... Sei também que você já tentou entrar neste assunto várias vezes e eu sempre fugi, mas não foi por mal, simplesmente não estava pronta para conversar. Eu não sabia exatamente o que falar, porque não sabia exatamente o que queria. Mas agora eu sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não quero me perder com você. Não que a vida tenha perdido completamente a graça e eu não sinta mais vontade de me aventurar em relacionamentos, mas já consigo ponderar sobre o melhor momento para me jogar de cabeça em corredores escuros que podem me oferecer portas lacradas com paredes de concreto, e este não é um deles. Também não tenho receio sobre feridas abertas e outras que podem se abrir, eu até as desejo, você sabe, para que meu lado masoquista compense a crueldade do meu lado sádico. Mas agora eu preciso da minha tão arduamente construída concentração, e você tem o poder de me fazer perdê-la em frações de segundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que você entenda. Mas, se por acaso não entender, eu compreenderei. De qualquer forma, torço para que você seja bem feliz e que, um dia, mais para frente, nós possamos nos esbarrar por aí. Quem sabe então não estejamos em nossos momentos ideais e possamos nos aventurar em uma graciosa tentativa de união?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijos carinhosos, da sua eterna Manaceliazinha...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ps: Deixei a chave do seu apartamento em outro envelope lacrado, não se esqueça de pegar na sua portaria, você sabe que hoje não podemos confiar em todos os porteiros. Deixe a minha chave na minha portaria durante a semana, por favor, e não precisa me ligar, só pedir para o meu porteiro me avisar e depois eu desço para pegar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ps2: Eu sei que sempre fui ruim com datas, mas desta vez eu não esqueci, amanhã é o seu dia... Feliz aniversário adiantado! Felicidades!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-6733489682278689867?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/6733489682278689867'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/6733489682278689867'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2009/01/cartinha.html' title='Cartinha.'/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-7031550730745413757</id><published>2009-01-26T00:02:00.000-03:00</published><updated>2009-03-04T19:35:43.690-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Incrível como a dor extrema nos faz repensar certos valores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;iamout.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-7031550730745413757?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/7031550730745413757'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/7031550730745413757'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2009/01/incrivel-como-dor-extrema-nos-faz.html' title=''/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-1103238704149281480</id><published>2009-01-24T19:38:00.000-03:00</published><updated>2009-03-04T19:38:24.174-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Incrível como a dor extrema nos faz repensar certos valores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;iamout.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-1103238704149281480?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/1103238704149281480'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/1103238704149281480'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2009/01/incrivel-como-dor-extrema-nos-faz_24.html' title=''/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-4249667072256550211</id><published>2009-01-21T19:38:00.000-03:00</published><updated>2009-03-04T19:41:14.292-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Mas a tempestade virou garoa. Depois a garoa virou apenas uma tarde nublada. E, ao contrário do que sua certeza defendia, a dor continuou crescente, dilacerante. O vento aumentava e diminuía sua intensidade, fazendo as árvores uivarem à sua volta, e batia violentamente no seu corpo gelado, fazendo-o tremer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falhando a teoria da espera, ele começou a andar em direção à mata fechada, onde pudesse se esconder do vento, acalmar o caos de sua cabeça e os abutres do seu estômago. Sentou-se sobre uma rocha e fechou os olhos, sentindo o organismo reclamar novamente através do gosto ácido em sua língua. Permaneceu assim por cerca de trinta minutos, completamente inerte. Cabelos desgrenhados sobre a testa. Calça de um jeans surrado completamente encharcada e os tênis brancos enlameados firmemente fincados no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando ele abriu olhos, sentiu uma certa calmaria dentro de si, trazendo um pouco de alívio. Então, ao se levantar, avistou um ramalhete de flores de cor lilás ao pé da rocha. Deu um meio sorriso e ajoelhou-se para olhá-las mais detalhadamente, mas seu estômago contorceu-se, jorrando suco gástrico e restos da última refeição em sua boca, e da sua boca diretamente sobre as flores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Ela não merece minha agonia. Não... Ela não merece – levantou-se novamente, enxugou a testa suada, limpou a boca na manga do casaco, que deixou sobre a rocha, e foi embora para a casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguindo a lógica ordinária da perda, o que era melancolia virou raiva. E o que é raiva, um dia, provavelmente, virará paz. Até lá, seja o que for, apenas seja, e de preferência algo que não possa ser definido apenas com a palavra “espera”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-4249667072256550211?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/4249667072256550211'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/4249667072256550211'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2009/01/mas-tempestade-virou-garoa.html' title=''/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-1278250312622687095</id><published>2009-01-21T07:46:00.002-03:00</published><updated>2009-01-21T09:48:31.359-03:00</updated><title type='text'>dois</title><content type='html'>Mas a tempestade virou garoa. Depois a garoa virou apenas uma tarde nublada. E, ao contrário do que sua certeza defendia, a dor continuou crescente, dilacerante. O vento aumentava e diminuía sua intensidade, fazendo as árvores uivarem à sua volta, e batia violentamente no seu corpo gelado, fazendo-o tremer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falhando a teoria da espera, ele começou a andar em direção à mata fechada, onde pudesse se esconder do vento, acalmar o caos de sua cabeça e os abutres do seu estômago. Sentou-se sobre uma rocha e fechou os olhos, sentindo o organismo reclamar novamente através do gosto ácido em sua língua. Permaneceu assim por cerca de trinta minutos, completamente inerte. Cabelos desgrenhados sobre a testa. Calça de um jeans surrado completamente encharcada e os tênis brancos enlameados firmemente fincados no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando ele abriu olhos, sentiu uma certa calmaria dentro de si, trazendo um pouco de alívio. Então, ao se levantar, avistou um ramalhete de flores de cor lilás ao pé da rocha. Deu um meio sorriso e ajoelhou-se para olhá-las mais detalhadamente, mas seu estômago contorceu-se, jorrando suco gástrico e restos da última refeição em sua boca, e da sua boca diretamente sobre as flores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Ela não merece minha agonia. Não... Ela não merece – levantou-se novamente, enxugou a testa suada, limpou a boca na manga do casaco, que deixou sobre a rocha, e foi embora para a casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguindo a lógica ordinária da perda, o que era melancolia virou raiva. E o que é raiva, um dia, provavelmente, virará paz. Até lá, seja o que for, apenas seja, e de preferência algo que não possa ser definido apenas com a palavra “espera”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-1278250312622687095?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/1278250312622687095'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/1278250312622687095'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2009/01/dois.html' title='dois'/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-3404161955475129376</id><published>2009-01-20T09:13:00.002-03:00</published><updated>2009-01-20T20:35:27.352-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>– Eu não consigo imaginar minha vida sem você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Então não imagine – ela respondeu – Apenas viva... Será melhor para nós dois, você sabe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Não quero o melhor... Quero você perto de mim, como sempre foi. É só mais uma fase ruim. Mais uma maldita fase ruim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– É isso que eu não aguento mais, você não entende... – e ela olhou para o céu nublado acima dos dois, respirando profundamente e limpando as lágrimas dos próprios olhos – é sempre mais uma fase, uma ligada à outra com raros momentos de tranqüilidade entre elas. Não foi assim que imaginei meus anos passarem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Mas não se pode desistir de um sentimento grande assim! Não se pode simplesmente apagar tudo que já vivemos e tocar a vida!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Eu não apagarei nada... Mas você precisa entender que sentimento é importante, mas não é tudo – e ela disse isso quase como se pedisse perdão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Não é tudo... – ele repetiu maquinalmente, sussurrando, como se seu subconsciente apenas atestasse o que ela acabou de afirmar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então ele abraçou os próprios braços e uma forte ventania começou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela soluçou.&lt;br /&gt;Ele mordeu os lábios.&lt;br /&gt;Ela tentou falar, mas nada saiu de sua boca trêmula.&lt;br /&gt;Ele sentiu o gosto salgado das lágrimas misturar-se ao gosto ácido de perda em sua boca.&lt;br /&gt;Ela levou as mãos aos lábios.&lt;br /&gt;Ele mostrou-lhe as palmas das mãos e abriu a boca.&lt;br /&gt;Ela fitou-o melancolicamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Você não pode ir assim... Por favor – suplicou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Adeus... – ela respondeu, choramingando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi quando a tempestade caiu sobre o parque, encharcando o vestido dela, que caminhou lentamente em direção ao nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele continuou imóvel. Por segundos. Dias. Décadas. Com as mãos nos bolsos do casaco, esperando que a água levasse a aflição que revirava seu estômago embora. Era só ter paciência, isso ele sabia bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paciência.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-3404161955475129376?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/3404161955475129376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/3404161955475129376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2009/01/eu-no-consigo-imaginar-minha-vida-sem.html' title=''/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-3050131086273226336</id><published>2009-01-15T19:30:00.000-03:00</published><updated>2009-03-04T19:35:18.349-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Outra dose tripla garganta abaixo, tentando afogar os pássaros negros de sua cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não é o bastante. Não é o bastante. Eu preciso de mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arrastando-se por entre os corredores empoeirados de escuta, ele sente o seu estômago contorcer-se e queimar-se enquanto sente calafrios em suas costas. Desta vez ele não pediu a metade, ao contrário, segurou dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu preciso de mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando o gosto ácido era apenas uma lembrança sob sua língua ele percebeu que os pássaros não foram espantados pela química, apenas cresceram e batiam mais fortemente suas asas sobre suas lógicas impuras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É preciso matá-los. É preciso fugir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então ele cortou um pedaço do seu dedo indicador e tentou esconder-se de si mesmo por baixo do líquido que lavou sua pele, enquanto esperava pacientemente que os pássaros descobrissem que sem sangue sua mente não seria divertida e simplesmente fossem embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não foi o bastante... E ele finalmente aprendeu que toda brincadeira corriqueiramente treinada acaba por fortalecer seu fundo verdadeiro, tornando-se realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          So&lt;br /&gt;          It&lt;br /&gt;          is.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          CHANGE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se engane... Se por um lado as fotografias apenas ilustram algo capaz de formar um julgamento parcial sobre o que acontece, por outro, a fotografia literal pode completar perfeitamente o quadro e estragar o seu cartão postal sobre a vida ideal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          gentefobia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-3050131086273226336?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/3050131086273226336'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/3050131086273226336'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2009/03/outra-dose-tripla-garganta-abaixo.html' title=''/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-7992307438525507492</id><published>2009-01-12T02:02:00.000-03:00</published><updated>2009-03-04T19:30:15.533-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>E então ela me olhou, com aqueles olhos prepotentes, e afirmou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu entendo você...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ela nunca entenderia. Apenas gosta de afirmar isso. Primeiro, para ela mesma, como um mantra, até se convencer. E, depois, para os outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ok. Certo. Agradecido. Tchau – respondi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tá, eu vou embora, mas depois você irá se arrepender. E me telefonará tentando voltar atrás e será tarde demais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arregalei os olhos e coloquei a mão direita na boca, simulando um espanto. Contei de cabeça até dez enquanto ela abria um meio sorriso de quem conseguiu marcar um ponto. Tirei a mão da boca e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tá bom, eu sobrevivo, beijothaumeliga - e sorri.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu estou falando sério! – ela quase gritou. – Eu não darei mais nada que você desejar! Nada! E não adianta tentar voltar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Moça bonita... Eu entendo o que você diz. Não entendo os seus motivos por dize-lo, mas pouco me importa. Eu gosto de colher o que planto, então fique tranqüila em relação aos meus possíveis arrependimentos, eu saberei lidar com eles. E não se preocupe também em me dar o que desejo daqui pra frente, porém, antes de você ir embora, eu, por obséquio, desejo que me conceda apenas mais um desejo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que? – perguntou, intrigada e de braços cruzados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bata a porta quando sair, pois quero saber o segundo exato em que poderei me sentir aliviado e tenho preguiça de andar até a sala.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-7992307438525507492?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/7992307438525507492'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/7992307438525507492'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2009/01/e-entao-ela-me-olhou-com-aqueles-olhos.html' title=''/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-5198575265679668657</id><published>2009-01-11T04:02:00.000-03:00</published><updated>2009-03-04T19:28:16.535-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>E não pode o pouco ser muito quando mudamos o referencial?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;iamclean.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-5198575265679668657?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/5198575265679668657'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/5198575265679668657'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2009/01/e-nao-pode-o-pouco-ser-muito-quando.html' title=''/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-8097551713550907916</id><published>2009-01-03T19:27:00.000-03:00</published><updated>2009-03-04T19:43:48.785-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Eu não lhe desejo uma vida nova, porque vidas novas não aparecem quando jogamos um calendário velho fora e colocamos um novo na parede. É preciso mais que isto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas lhe desejo sabedoria e força de vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabedoria para ser capaz de enxergar tudo o que precisa ser mudado em sua vida, não só durante um dia, mas no ano inteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E força de vontade para que tais mudanças sejam executadas desta vez, ao invés de empurradas para a lista de “coisas que não fiz neste e farei no próximo ano”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-8097551713550907916?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/8097551713550907916'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/8097551713550907916'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2009/03/eu-nao-lhe-desejo-uma-vida-nova-porque.html' title=''/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-6674431279250997890</id><published>2008-12-22T18:47:00.002-03:00</published><updated>2008-12-22T18:49:58.521-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>- Eu não posso acreditar na Sua existência. Porque, se acreditar, terei que acreditar que Você tem controle sobre tudo. E se Você tem controle sobre tudo e tudo está tão injustamente desorganizado sobre a Terra, eu teria que acreditar que Você é um tanto quanto imaturo... ou simplesmente cruel. - e então ela abraçou as próprias pernas franzinas, e escondeu seu rosto molhado entre os joelhos sujos de sangue.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-6674431279250997890?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/6674431279250997890'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/6674431279250997890'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2008/12/eu-no-posso-acreditar-na-sua-existncia.html' title=''/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-7162964989740598113</id><published>2008-12-21T11:43:00.000-03:00</published><updated>2008-12-21T11:44:24.042-03:00</updated><title type='text'>Sext-feira.</title><content type='html'>- Er... Alô, é a Marcinha?&lt;br /&gt;- Isso, quem tá falando?&lt;br /&gt;- Oi, Marcinha... er, aqui é o Mário, seu vizinho de baixo, do Tre-zen-tos-e-um, sabe?&lt;br /&gt;- Hm... Em que posso ajudá-lo, Mário?&lt;br /&gt;- É que tem um vazamento no seu banheiro principal pro meu banheiro principal e eu queria mostrar pra você.&lt;br /&gt;- Vazamento? Tem certeza? Meu banheiro principal está fechado há meses!&lt;br /&gt;- Eu disse principal? Nããão...Eu disse banheiro sem-ser-o-principal, você entendeu errado. Pois é, tem um vazamento lá, sabe...&lt;br /&gt;- Hm, sei.&lt;br /&gt;- Você poderia vir aqui olhar?&lt;br /&gt;- Faz o seguinte, Mário... Segunda-feira eu mando o bombeiro ir ver, tá ok?&lt;br /&gt;- Hm... Segunda? Mas não é melhor você vir aqui dar uma olhada?&lt;br /&gt;- Eu não sei consertar vazamentos, Mário.&lt;br /&gt;- Mas eu me sentiria mais tranquilo se você olhasse. Pra dividir a preocupação, sabe como é, não é?&lt;br /&gt;- Sei, Mário, mas estou um pouco ocupada no momento. Vou receber uns amigos e ainda não terminei de cozinhar, deixa pra outro dia, tá?&lt;br /&gt;- Amigos? Legal.. E o que você está fazendo pra gente comer?&lt;br /&gt;- Ah, uma lasanha ao forno com cogum... ei, espera, como assim "pra gente comer"?&lt;br /&gt;- Ah, sei lá, achei que poderíamos nos aproximar um pouco mais. Moramos tão pertos mas ao mesmo tempo estamos tão distantes que me dá um vazio!&lt;br /&gt;- Ah, Mário, vá preencher seu vazio com uma salsicha, vai!&lt;br /&gt;- E tem salsicha aí, minha linda?&lt;br /&gt;- Tu-tu-tu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Alô, a Bia, por favor?&lt;br /&gt;- Oi, sou eu.&lt;br /&gt;- Alô, Bia... Aqui é o Mário, o seu vizinho, do tre-zen-tos-e-um, sabe? É que tem um vazamento no seu banheiro principal pro meu banheiro principal e eu queria mostrar pra você.&lt;br /&gt;- Vazamento? Mário, meu apartamento está embaixo do seu!&lt;br /&gt;- Ãn? Ah sim, desculpa, eu devo ter falado rápido e você entendeu errado. Tem um vazamento pra estourar aqui no meu banheiro principal que alagará o seu banheiro principal, vem logo ver, vem! Aí a gente aproveita e se aproxima e preenche nossos vazios comendo salsicha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o Mário passou mais uma sexta-feira assistindo Tv, sozinho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-7162964989740598113?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/7162964989740598113'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/7162964989740598113'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2008/12/sext-feira.html' title='Sext-feira.'/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-545443035931513010</id><published>2008-12-16T11:17:00.003-03:00</published><updated>2008-12-21T11:43:51.788-03:00</updated><title type='text'>Conto de Natal.</title><content type='html'>Frio na barriga. Ele corre pelos corredores, subindo as escadas do prédio antigo e mal-iluminado. Corre em zig-zag, quase caindo, apoiando nas paredes. Olhos arregalados, bastante vermelhos e um pouco úmidos. Primeiro. Segundo. Terceiro andar. Ele tropeça no último degrau e de joelhos vai ao chão, mas só o tempo de dar um murro duplo no mesmo e se levantar novamente. Seus lábios estão fechados, seus dentes, fortemente cerrados. O corredor é longo, ele corre o mais rápido que pode, agora em linha reta e sem hesitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;− 311, 311, 311, 311, 311 – sussurra compulsivamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua respiração aumenta, quase desesperada. Do apartamento 310 um senhor sai exatamente na hora em que ele passa. Os dois se trombam. O senhor quase cai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;− SAI! − ele grita e o senhor, assustado, volta para dentro e o observa da fresta da porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;− 311!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A porta está trancada, ele tenta várias vezes virar o trinco redondo prateado, que apenas balança e uma voz feminina, insegura, pergunta lá de dentro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;− Quem é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele não responde. Começa a esmurrar a porta. Um. Dois. Três. Quatro murros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;− Quem está aí? – agora é uma voz masculina, um pouco aguda e engasgada. Então ele hesita. Dá um meio-passo para trás e arregala mais os olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;− NÃO! NÃO! NÃO! NÃO!  − e começa a bater fortemente com a sola do pé esquerdo na porta. Mas ela ainda resiste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele pára. Respira profundamente três vezes e dá meia volta. À sua frente ele vê um extintor de incêndio e uma machada de emergência. Quando ele tenta quebrar o vidro onde está a machada, o senhor do apartamento 310 reabre a porta e diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;− Não faça isso, por favor! − Mas ele não pára, só pega o extintor de incêndio e jogar em direção ao velho, que volta para dentro do apartamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, ele consegue quebrar o vidro com o cotovelo, que começa a sangrar abundantemente. Segura a machada com a mão direita e começa a fitá-la, enquanto a mão esquerda já está completamente vermelha de sangue, que escorre para o chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele vira e olha de novo para a porta do apartamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;− 311... − sussurra enquanto dá dois passos seguros, levantando o braço direito com a machada e em seguida abaixando-o fortemente em direção à porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gritos de susto. Quanto mais berram lá dentro, mais ele se desespera do lado de fora, batendo forte na madeira da porta, que aos poucos vai cedendo, sendo estraçalha pela lâmina afiada da machada vermelha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma. Duas. Três. Quatro. Cinco batidas a mais e a porta está quase que completamente destruída. Do buraco ele consegue ver, sem parar de golpear, que na cama o casal está encolhido, a moça abraçando o rapaz, escondendo o rosto entre os joelhos, em posição fetal. E o rapaz, de olhos medrosos, olhando para a porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;− NÃO! NÃO! NÃO! NÃO! − ele berra pela última vez, antes de recuar um pouco e avançar com um único chute certeiro, que derruba o que resta da porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;− VOCÊ É MINHA!! VOCÊ É MINHA!! VOCÊ É MINHA!! − e o velho, vizinho, só consegue-lo vê-lo desaparecer para dentro do apartamento 311. Quando escuta muitos gritos, barulhos de vidro sendo estraçalhado, pancadas e grunhidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seguida, o silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dez minutos passados e o senhor o vê sair do apartamento, completamente ensopado de sangue. Lá dentro há cinco minutos o silêncio reina. Ele está com os olhos semi-fechados, como se estivesse anestesiado. Na mão direita ainda está a machada, que ele deixa cair no chão enquanto olha para a grande janela de vidro no fim do corredor. Pisca os olhos demoradamente. Respiração curta e rápida. Corpo trêmulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abre a boca. Sussurra uma frase inaudível. Inspira uma vez profundamente e começa a correr. 313, 314, 315, 316, 317, 318, 319, 320. Os quartos passam pelas suas laterais cada vez mais velozes, até que o seu corpo passa pelo vidro da janela como uma faca passaria por um pedaço delicado de seda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ele cai no meio da avenida, parando o trânsito e assustando os transeuntes que passeavam alegres com suas compras de natal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-545443035931513010?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/545443035931513010'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/545443035931513010'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2008/12/conto-de-natal.html' title='Conto de Natal.'/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-8955411413336221282</id><published>2008-11-28T19:59:00.002-03:00</published><updated>2008-11-29T21:18:38.516-03:00</updated><title type='text'>pra reanimar isso aqui.</title><content type='html'>Confesso que tenho esquecido isso aqui, praticamente atualizando apenas o fotolog (http://www.fotolog.com/scapellato)... Mas agora vai um exclusivo, pra ver se reanimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A janela está aberta. Através dela, a luz amena do Sol reina e uma brisa suave preenche o quarto e esfria sua pele sobre a coberta fina e azul da cama. Seus cabelos ainda estão molhados e seu coração ainda bate acelerado, contrapondo a calmaria do resto do seu corpo, inclusive da sua cabeça. Imagens... Memórias dos últimos sete dias e dos últimos vinte e cinco  sorrisos lavaram sua alma e deixaram-na mais leve. O mundo continua um caos lá fora, ela não ignora isso. Mas o “lá fora” está tão distante do que há para sentir neste momento que ela nem se importa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deitada, ela permamece imóvel, deixando apenas seus olhos dançarem pelo quarto. Analisa os dois bancos na varanda à sua esquerda; as cortinas cinzas balançando; a TV ligada à sua frente, com o volume no zero; ao lado, o Ipod e as caixas de onde saem o som de piano e violão que tanto a agradam. Então ela vira para a direita, e fica de frente para um espelho. E nele ela enxerga alguém deitado. Alguém que ela não consegue reconhecer, mas que tem o mesmo nome e o mesmo rosto que o seu, e parece estar bem feliz. Feliz como ela nem lembrava que alguém fosse capaz de ficar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A porta do banheiro faz um barulho, e logo é arrastada suavamente para o lado, sobre os trilhos. Ela passa a vê-lo, desnudo e um pouco molhado, segurando uma toalha verde com a a mão direita, sorrindo. Ele joga um beijo para ela, que sente sua face corar, sorri de volta, e então fecha os olhos e se espreguiça, com os braços esticados para cima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele anda até a cama, desce o rosto até o ouvido dela e sussurra:&lt;br /&gt;- Você está linda. Cada vez mais... Espero que minha memória nunca falhe, para que eu possa lembrar de você assim pelo resto da minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não fale bobagens! – ela respondeu, sorrindo e enrusbecendo mais ainda – Você deve falar isso para todas, seu cafajeste!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele riu e fez cócegas na barriga dela, dizendo:&lt;br /&gt;- Eu sou seu cafajeste. Só seu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela sabia que não era. Sabia que ele tinha muitas outras amantes e que vivia a cultivar aventuras amorosas por todos os cantos do país. Mas só por hoje ela preferiu acreditar. Ela não queria estragar sua felicidade por nada no mundo, muito menos com rostos que ela nem conhecia e suposições que não fariam diferença alguma agora. De que lhe importava se ele tinha outras? Agora ele estava ali, com ela. E eles faziam e refaziam amor como ela nem imaginava que poderia se feito. Tudo estava perfeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E uma dia, questionada sobre isso, foi clara e franca:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Às vezes, a felicidade é uma simples questão de força de vontade e capacidade de se convencer a deixar a realidade bem longe do que se quer pra si.”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-8955411413336221282?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/8955411413336221282'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/8955411413336221282'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2008/11/pra-reanimar-isso-aqui.html' title='pra reanimar isso aqui.'/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-9119333879055398735</id><published>2008-10-06T11:29:00.000-03:00</published><updated>2008-10-06T11:33:36.359-03:00</updated><title type='text'>03:00h.</title><content type='html'>Às três horas da manhã eles eram os únicos naquela rua escura e vazia. O vento era forte e o céu estava completamente fechado. Sem estrelas. Sem lua. Uma fina chuva ameaçava cair de instante em instante, mas, como tudo naquela noite enfadonha, desistia e se escondia por entre as nuvens negras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela estava de frente para ele, metida em um vestido leve, verde, com a saia frouxa na altura da coxas e sapatos altos vermelhos que combinavam com seus brincos e pulseiras, segurando seus livros e sua pequena e antiga bolsa preta. Ele tinha a barba por fazer; estava vestido uma calça jeans batida, um tênis velho e surrado e uma blusa branca, lisa. Segurando as chaves do carro com a mão direita e a alma com a mão esquerda, olhava-a nos olhos. Ela retribuia o olhar, mas apenas aparentemente, pois seus olhos estavam completamente cheios de lágrimas, deixando a visão embaçada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Que diferença faz? – ele disse, quase sussurrando com sua voz arranhada e grossa.&lt;br /&gt;– Não foi minha culpa – ela respondeu, engasgada.&lt;br /&gt;– E que diferença faz? – ele repetiu. – Do que importa a culpa?&lt;br /&gt;– Você deveria saber que não é minha culpa! – ela quase gritou.&lt;br /&gt;– Você... – ele respirou, piscou os olhos vagarosamente, e continuou: – Você deveria saber que eu não sou desses.&lt;br /&gt;– Mas eu sempre soube! – e ela deixou as lágrimas descerem.&lt;br /&gt;– O que é ainda pior. Porque, então, sabia das possíveis consequências.&lt;br /&gt;– Não, por favor... Não! – ela implorou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele a ignorou. Caminhou até o carro, que estava a quatro passos deles. Abriu o porta-malas e pegou uma mochila grande. Ela pensou em correr, mas continuou inerte e apenas repetiu um “por favor” débil, quase inexistente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele voltou e parou a dois passos dela, que já segurava o rosto com as duas mãos abertas.&lt;br /&gt;– Olhe para mim. – ele disse, com a voz inalterada.&lt;br /&gt;E então ela limpou os olhos, fungando alto, e depois olhou para ele. E neste momento uma chuva forte escapou das nuvens e veio ao chão, sobre os cabelos negros dos dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Eu quero que você guarde bem esta imagem. Fotografe com sua mente infantil o meu rosto magoado encarando você, pois esta é a última vez que você me verá. E quando sentir minha falta, desejará até mesmo o meu rosto inquisitor para preencher o vazio ao seu lado na cama. – Ao final da frase, virou-se e caminhou em direção ao nada localizado longe dela. E quando estava dobrando a primeira esquina, ainda escutou um “não” agudo, ecoado através das ruas, perdendo-se por entre as árvores e a água da tempestade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Que diferença faz agora? – ele perguntou para si mesmo.&lt;br /&gt;– Toda diferença do mundo – ele mesmo respondeu. – mas sobreviveremos mesmo assim. Como sempre há de ser.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-9119333879055398735?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/9119333879055398735'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/9119333879055398735'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2008/10/0300h.html' title='03:00h.'/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-1628287900350515194</id><published>2008-09-22T22:30:00.000-03:00</published><updated>2008-09-22T22:31:53.420-03:00</updated><title type='text'>The same mistake.</title><content type='html'>É difícil respirar quando fechamos todas as entradas por onde o oxigênio poderia entrar. Esperando uma situação perfeita, acabamos por matar nossas melhores oportunidades, enquanto permanecemos enterrados em nossa falta de coragem para abrirmos nossos olhos e enxergarmos o que realmente vale um império de dois séculos vir abaixo em trinta segundos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É difícil lidar com situações de “quases” dogmáticos e irredutíveis. Quando você é quase escolhido e o momento é quase ideal. Quando as peles se comprimem e as almas se seguram, mas melancolicamente se fitam sabendo que há data certa no calendário das realidades vertiginosas para se soltarem e correrem em direções opostas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos fracos. Vivemos em nossas redomas de vidro, com nossos poucos espinhos em nossas mãos. Ameaçando e bravejando asneiras que nos façam fortes perante os outros. Por medo de sermos atacados, atacamos. Por medo de sermos atingidos, antigimos. Por medo de sermos abandonados, abandonamos. Por medo de que sejam conosco, somos. E assim, continuamos em nossa eterna jornada em direção ao nada que em nada atenuará o nada que preenche nossas vidas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Suas costas nuas projetavam uma sombra inerte na luz vermelha. “Eu nunca quis ver você triste assim”, ela disse, com a voz abafada vinda do seu rosto afundado no travesseiro, procurando se esconder de si mesma no fundo da noite. “O que eu posso dizer, além de me desculpar?”, mas ele apenas sentou-se silenciosamente ao lado dela, com a mão esquerda fechada sob as cobertas, enquanto a mão direita percorria os seus loiros cabelos da raiz às pontas esparramadas sobre os lençois. E quando ela se virou, olhando para ele e mostrando o rosto molhado, ele enxugou-lhe as lágrimas, sorriu melancolicamente e disse: Eu não estou chorando... E eu não estarei chorando amanhã. Eu não a culpo por nada, então, por favor, não peça desculpas. Mas não quero que você se engane... Não lutar por algo também é escolher perder o que se quer, porque há muito pouco para se ganhar gratuitamente em nossas vidas, e sobre isso você jamais poderá lavar suas mãos. Entenda, a partir do momento em que você sentir que deixou de fazer a coisa certa quando teve a chance, não terá que se desculpar a ninguém exceto a si mesma.”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-1628287900350515194?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/1628287900350515194'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/1628287900350515194'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2008/09/same-mistake.html' title='The same mistake.'/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-1611997712453148835</id><published>2008-09-04T10:23:00.000-03:00</published><updated>2008-09-04T10:25:53.098-03:00</updated><title type='text'>Vote!</title><content type='html'>Uma candidata ao cargo de vereadora de uma pequena cidade perto de Fortaleza, no começo da semana, começou a sentir dores perto do abdome. Pessoa humilde e sem muitos recursos, no primeiro dia foi procurar ajuda em um hospital público daquela cidade. Ajuda negada. Mandaram-na para casa, dizendo que as dores eram coisas de sua cabeça. Mas a dor aumentou, e no segundo dia ela voltou ao hospital. Depois de se identificar, foi enviada de volta para casa, mais uma vez sem atendimento. “Não é nada. Não é nada”, disseram. Do segundo para o terceiro dia ela não dormiu. Dores dantescas a atormentaram por horas seguidas. O terceiro dia começou e ela voltou para o hospital, esverdeada de sofrimento latejante. Chorou por atendimento na ala de emergência. Mas incrivelmente, apesar do desespero eminente, recebeu a notícia de que deveria voltar para casa, sem atendimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste dia, pela tarde em sua residência, a senhora faleceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em página de candidatos a reeleição, jornais de grande circulação e programas televisivos vagabundos, que mostram desgraças no horário de almoço, o nome dela constou em pequenas notas de condolências: Fulana de Tal, candidata ao cargo de vereadora, morreu ontem pela tarde, de ataque cardíaco fulminante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Explicação: Ela era candidata por um partido de oposição ao partido da prefeitura atual daquela cidade. Todas as vezes que chegava ao hospital, que é mantido pelo dinheiro do município, ao se identificar ou ser reconhecida, a ajuda era negada. E ela voltava para casa, aos prantos, sofrendo, inconformada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O laudo médico final consta Apendicite. Eu o vi. Deu-me vergonha pelo país em que vivo, pelo que somos capazes de fazer para alcançar o poder político que em sua essência teria como objetivo ajudar os necessitados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil fede. A política brasileira fede. A hipocrisia do homem público fede. E nós todos, inertes em nossas arrogâncias e desejos egoístas de simplesmente crescer na vida, melhorar nossos salários até conseguirmos comprar um carro do tamanho do nossos egos estupidamente inflados, fedemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há uma luz no fim do túnel.&lt;br /&gt;Na verdade, se já houve alguma luz em algum lugar, acredito que ela tenha sido apagada há tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, na verdade, não há nem túnel. Pois era apenas uma obra de fachada para desviar dinheiro para a re-candidatura do Dr. Fulano de Tal – este faz por você!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viva o Brasil, que anda com as pernas tortas e cara amarrada, igual ao nosso grande amigo Papa (mas o Papa não fede como o Brasil, foi só um momento curupiriano, passou logo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa quinta-feira para vocês. E obrigado a quem teve coragem de ler tudo. Teria sido mais fácil se eu tivesse escrito sobre as novas funcionalidade do orkut. Fazer o que? Deixa pra próxima.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-1611997712453148835?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/1611997712453148835'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/1611997712453148835'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2008/09/vote.html' title='Vote!'/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-6947546442585938350</id><published>2008-08-29T09:58:00.004-03:00</published><updated>2008-08-29T10:31:55.414-03:00</updated><title type='text'>Asdrubal e Etusina: O amor é lindo.</title><content type='html'>Eu não quero mais mentir. Mas ela não me dá opções. Empurra-me para parede, segurando meus ombros. E me balança, balança – eu odeio quando as pessoas cismam em me balançar -, e grita e questiona. Eu já disse que não sei. Disse que não parei para pensar nisso, mas que talvez sim, o que deixa uma grande margem também para o não. Mas isso não a conforta, ela quer saber agora. Aliás, ela não quer saber, ela já escolheu as palavras certas que quer ouvir. Não adianta tentar explicar, só piorará a situação. Eu já passei por isso antes. Da outra vez, há poucos meses, ela se descontrolou quando eu disse que tanto faz, que às vezes parecia que sim, mas alguns dias eu acordava de saco cheio. Aí ela começou a babar e bater a própria cabeça na parede. Foi um inferno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela parou de me balançar os ombros. Mas meu alívio durou pouco, pois ela simplesmente se virou e começou a rasgar meus papéis e quebrar tudo que era quebrável sobre minha escrivaninha, incluindo nossos porta-retratos. Eu disse “Quebra só os porta-retratos, deixa minhas coisas aí, pequena...”, mas acho que deveria ter ficado calado. Ela começou a gritar que eu só ligava para os meus papéis e minhas canetas. Que eram mais importantes que ela, cuspindo aquela baba de gente descontrolada no meu rosto. Mas não era verdade, só que eu acho que meus papéis não têm nada a ver com a insegurança dela. Aliás, eu não sei porque ela é tão insegura, eu nunca deixei transparecer nada que justificasse isso tudo. Não que eu saiba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certo. Ela acabou de me dar um soco na barriga. Doeu. E lá vem outro, e outro. Virou-se e foi em direção à minha televisão. “A TV não!”. Eu não pensei antes de dizer isso. Se tivesse pensado saberia que isso só acabaria com alguma dúvida dela sobre destruí-la ou não. Pois lá se foi. E lá se foi minha televisão. Ainda faltam oito prestações. Oito prestações por um punhado de vidro no chão. Nem entendi mais o que ela estava dizendo, não consegui me desconcentrar das contas. Oitos meses trabalhando mais para pagar aqueles cacos de vidro. Merda. Agora não dá mais. Achei melhor acabar com aquilo de uma vez. Seria doloroso, mas era o jeito. Às vezes é necessário agir. Necessário ser homem, com "h" maiúsculo. Puxei-a pelo braço, forte, e não a larguei quando ela gritou um “ai” abafado. Com a outra mão eu segurei fortemente os cabelos dela, que estavam presos, e puxei o rosto dela de encontro ao meu. Respirei fundo. Abri bem os olhos e gritei:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Chega porra! Eu amo você!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então ela sorriu e me abraçou, com o rosto apoiado no meu peito. Acho até que escutei um “a gente nunca mais vai brigar, amor” sussurrado, mas desta vez acho melhor fingir que ela não falou nada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-6947546442585938350?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/6947546442585938350'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/6947546442585938350'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2008/08/o-amor-lindo.html' title='Asdrubal e Etusina: O amor é lindo.'/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-9151384160859198268</id><published>2008-08-03T18:32:00.005-03:00</published><updated>2008-08-04T07:58:17.307-03:00</updated><title type='text'>=~</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;Ele bebeu toda a cerveja em um só gole e quebrou a garrafa em uma quina de parede, sem soltar o gargalo, transformando-a em uma arma. Seus olhos estavam vermelhos e suas mãos tremiam. Mas ele nem mesmo piscava. Andou rapidamente em direção ao outro – que estava descansando na parede oposta à sua, de braços cruzados – e encostou-lhe as pontas do vidro quebrado em seu pescoço, quase rompendo a pele.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;“Você!”, ele falou alto. “Você! VOCÊ! VOCÊ!”, apertou mais ainda a garrafa no pescoço do outro, até a pele ser penetrada pelo vidro e o sangue começar a escorrer.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;O outro não estava mais de braços cruzados. Ele estava assustado. Seus olhos arregalados e sua boca semi-aberta completavam sua respiração rápida e os soluços de pavor. “Não faça isso, por favor”, ele disse, quase que implorando. “Isso tudo já faz muito tempo, eu não sou mais o mesmo! Eu lamento!”, completou.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;“LAMENTAR NÃO VAI APAGAR NADA, SEU FILHO DA PUTA!”, e tirou a garrafa do pescoço, tomando impulso com a mão para trás e jogando-a para frente, perfurando o outro na altura da barriga. E este soltou um urro e caiu em posição fetal, gemendo e chorando. O sangue formou uma poça em sua volta.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;“NÃO ADIANTA CHORAR! NÃO ADIANTA CHORAR! NÃO ADIANTA CHORAR!”, ele repetiu, aos berros, e começou a chutar o outro na cabeça e na barriga. “SOFRE, SEU FILHO DA PUTA! SOFRE!”&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Ele só parou de chutar quando o outro parou de se mexer. Não era possível saber se estava desmaiado ou morto, mas para ele não faria mais tanta diferença. Então ele se ajoelhou ao lado do outro, e colocou a boca bem próxima ao seu ouvido direito, que estava para cima, e sussurrou com os dentes cerrados: “Não me importo se você morrerá agora ou daqui a alguns anos, mas espero que essas palavras cheguem ao seu cérebro tão certas quanto é certa a sua culpa por toda a desgraça desta família: Eu não tenho mais pai; morra sozinho, seu filho da puta”, levantou-se e saiu, deixando marcas de sangue por toda a sala, até o tapete na porta de entrada, onde havia a frase “GOD BLESS THIS HOME” bordada em vermelho.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-9151384160859198268?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/9151384160859198268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/9151384160859198268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2008/08/blog-post.html' title='=~'/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-6912366955717905826</id><published>2008-07-09T16:26:00.001-03:00</published><updated>2008-07-09T16:28:19.332-03:00</updated><title type='text'>Marco.</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;Marco acordou cedo nesta manhã. Ainda era noite quando ele saiu de casa e caminhou por duas quadras até entrar em uma antiga lanchonete vinte e quatro horas para tomar um café.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;- Forte e sem açúcar, por gentileza. – pediu, sem sorrir.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;A garçonete mal olhou para ele; anotou o seu pedido em uma pequena e velha caderneta, cheia de desenhos mal feitos e saiu. Marco olhou para ela indo em direção ao balcão. Ela não era feia, mas também não era bonita; seu rosto estava com grandes olheiras e seu cabelo estava desgrenhado, provavelmente conseqüência do turno da madrugada, mas tinha o seu charme. E isso foi o máximo que ele conseguiu pensar sobre ela antes de voltar para os seus devaneios pessoais.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;- Seu café, senhor... Mais alguma coisa?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;Ele apertou os olhos com os dedos das duas mãos, voltando para a realidade. Viu o café à sua frente e a garçonete olhando para ele, mal humorada.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;- Ãhn... Sim, mate-me. – respondeu, rápido e com a voz engasgada de quem acabara de acordar, ou ainda não dormira.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;- O quê? – Ela exclamou, fazendo careta.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;- Nada, nada... Obrigado.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;Ele bebeu vagarosamente o café, olhando para aquele estabelecimento mal iluminado. As paredes estavam velhas, até um pouco descascadas; as mesas e cadeiras redondas, presas ao chão, não convidavam ninguém a sentar; uma televisão de vinte e uma polegadas, sobre um suporte metálico preso à parede, estava sintonizada em algum canal musical onde um velho tocava uma música antiga em sua viola; e no balcão, a triste garçonete tinha o queixo apoiado sobre a mão direita, enquanto com a esquerda rabiscava melancolicamente alguma coisa em sua caderneta.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;Marco então terminou de beber o café, limpou a boca com um guardanapo de pouca qualidade que estava sobre a mesa vizinha à sua e levantou-se. Andou lentamente até o balcão, olhando para a garçonete e pensando: “Ela também está desistindo de tudo. E está desistindo de esperar por alguém que a faça sentir algo bom sobre a sua própria vida. Eu poderia ser essa pessoa, e ela poderia ser a minha. Basta nos darmos uma chance para que isso aconteça; um diálogo, um aceno, um sorriso, um elogio...”. E então a garçonete percebeu que ele havia se aproximado e levantou a cabeça.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;- Pois não, senhor?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;- É... Hum... Quando eu lhe devo?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;- Cinqüenta centavos.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;Marco colocou a mão no bolso, puxou umas moedas e, sem contar, jogou-as sobre o balcão.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;- Fica com o troco. – e foi embora, sem olhar para trás, sumindo na rua escura.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;Às vezes, uma única frase, jogada ao vento na hora exata e no lugar certo, pode mudar completamente o rumo na vida de duas pessoas. E, às vezes, a falta desta pode manter o rumo em direção às trevas da solidão.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-6912366955717905826?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/6912366955717905826'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/6912366955717905826'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2008/07/marco.html' title='Marco.'/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-257042685437813256</id><published>2008-07-02T22:37:00.001-03:00</published><updated>2008-07-02T22:39:25.951-03:00</updated><title type='text'>O Velho e o Novo.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;A sala estava bem iluminada. Nela, dois grandes sofás brancos, um aquário com quarenta espécies de peixes de água doce, um tapete persa – predominantemente vermelho, uma estante com vários ornamentos em ouro puro, um grande candelabro dourado e uma lareira elétrica acesa. O fogo esquentava o ar, e os estalidos da madeira em chamas eram quase ininterruptos. Mas o ambiente continuava gélido.&lt;br /&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;Ele, o mais velho, estava em pé. Peito estufado e ar de autoridade contrariada. O outro, o mais novo, estava à sua frente, com o rosto sutilmente abaixado, raiva reprimida e segurança nos olhos vermelhos. Dentes cerrados nos dois rostos. O mais novo, com a mão esquerda, segurava com força a mão direita do mais velho, que ainda não acreditava ter sido o seu golpe interrompido. E foi exatamente neste momento que o mais novo abriu a boca e deixou sua voz, rancorosa e rouca, sair:&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;– Quem você pensa que é? O que você pensa que pode fazer comigo? Eu não sou mais a sua cria. Não vivo às suas expensas. Não moro em sua residência. Não sou mais o seu capacho. Muitos anos já se passaram do tempo em que eu aceitava sua prova de autoridade através da violência estúpida que só gerava humilhação. Agora, quando você escolher apontar o dedo para o meu nariz, saiba que você escolheu apontar o dedo para um homem, e não mais para um garoto. E quando você tentar me golpear, lembre-se de que este homem sabe revidar, e provavelmente o fará.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;E então o velho deu um passo para trás, mas não baixou a mão – com os dedos levemente arroxeados –, que continuava sendo esmagada pelo mais novo. E este continuou a falar:&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;– Está espantado, pai? O filho se insurgir contra o pai deve estar no topo da sua lista de proibições dogmáticas, não é mesmo? Mas eu não estou me rebelando contra as regras. Estou me rebelando contra suas mentirias. Contra sua desnecessária força bruta. Você nunca esperou por isto? Olhe para mim! O que você acha que aconteceu com os traumas que você causou? Estão todos aqui! – E bateu três vezes com o indicador da mão direita na lateral da própria cabeça, deu uma pausa, respirou ofegante, antes de ainda dizer:&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;– Há anos tenho cultivado cada mazela que você plantou. E cada lembrança faz brotar em mim chamas de ódio contido. E um dia estas chamas precisam sair! Olhe para mim, seu velho hipócrita! Eu sei bem... Sei bem que você nunca me perdoou pelo fato da mamãe ter morrido! Foi este o problema, não é mesmo? Você me fez pagar durante anos por tê-la tomado de você! Mas e eu, seu desgraçado? Como eu deveria sentir-me sabendo que minha mãe morreu no meu nascimento, e que meu pai me odeia por causa disto? E agora? O que eu devo fazer com esse ódio todo?&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;– Ora, seu... – Balbuciou o velho.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;– Seu o que? Complete! Divirta-me com suas palavras cortantes! Eu agora sou imune a elas! Faça como de costume! Vamos! Há alguns anos, como seria? Você tiraria as mãos dos bolsos e mostraria a porcaria da sua Magnum! Todos se calariam e a confusão cessaria. Você sorriria, incharia o peito, orgulhoso de si mesmo, sentaria no sofá, com as pernas cruzadas e os braços estendidos rente os ombros. Então inclinaria a cabeça para a direita e começaria a expor sua opinião. Eufemismo para não dizer “expor suas regras”, já que você nunca esteve disposto a dialogar, não é mesmo, seu grande cretino!&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;O velho, logo após o novo se calar por um instante, balançou negativamente a cabeça, com calma, e olhou para o canto inferior da sala. E então o mais novo continuou:&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;– Alguns morderiam os lábios. Outros focalizariam o chão. E os últimos, os mais temerosos, aparentemente prestando atenção às suas palavras, e com as cabeças inclinadas para baixo, olhariam fixamente para você. Você terminaria de falar, se levantaria triunfalmente, e sairia. Assunto encerrado, como sempre! É exatamente assim que tudo aconteceria, não é, seu grande filho da puta?&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;E nesse momento o novo, agora suado e descontrolado, com suas mãos trêmulas, soltou a mão do mais velho e empurrou-o até um dos sofás, e o fez sentar-se.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;– Algumas pessoas nunca aprendem, pai! Você é uma delas! Não confunda, seu velho idiota, respeito e medo são coisas completamente distintas! Aquele, o respeito, depende apenas do que você é, e não anda sobre cordas bambas. Já este, o medo, depende de algo que esteja sempre a ameaçar os subjugados! Mas, empiricamente, sabemos que ninguém consegue passar a vida toda sobre cordas bambas, não é mesmo? Pois bem, aqui estou eu! E trago comigo uma enorme tesoura para apresentar à sua corda podre! E agora, seu velho babaca? O que você fará comigo? Vai tentar me surrar? Tentar me trancar no porão e fingir que me esqueceu por trinta horas? Vai algemar minhas mãos e me manter no quintal nas noites de tempestade?&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;O novo estava cada vez mais descontrolado, mas o velho continuava parado, apenas fitando os movimentos alheios. Não parecia mais surpreso. Não parecia temer o descontrole do mais novo. Apenas colocou as mãos no bolso e esperou o inevitável.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;– Responda-me, seu veado de merda! – Gritou o mais novo, enquanto se aproximava, com as os punhos fechados. – O que você fará desta vez?&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;No dia seguinte, na página de crimes comuns ocorridos, havia uma pequena nota de oito linhas, que começava mais ou menos assim: “Violência familiar – Após fervorosa discussão, rico empresário mata filho caçula com um tiro de Magnum no olho esquerdo.”&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;E, neste dia, a matéria mais comentada do jornal foi uma coluna que fazia uma homenagem ao dia dos namorados. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-257042685437813256?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/257042685437813256'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/257042685437813256'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2008/07/o-velho-e-o-novo.html' title='O Velho e o Novo.'/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-265687976655975959</id><published>2008-06-14T17:15:00.001-03:00</published><updated>2008-06-14T17:28:17.781-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;Permaneceu em silêncio. Apesar das olheiras e da barba por fazer, seu rosto estava sereno e suas mãos descansavam em seus bolsos. Depois de tudo, era o máximo que ele se permitia fazer. Não ruir e conservar-se estático. Inócuo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;Ele estava esgotado, Orgulho ferido e alma mastigada. Depois de exaurir todas as tentativas, desaprendera a dividir. Desaprendera a deixar alguém enxergá-lo previsível. Desaprendera a perdoar. E, pouco a pouco, acabou por acomodar-se às circunstâncias. E as trevas, por conseqüência de sua contemporização, tornaram-se sua principal moradia.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;– Você precisa nos dar uma chance de olhar para trás e rir... – Ela disse – Lembra-se de quando éramos bons em fazer isso?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;E então ele deixou seus olhos soltos no espaço. Como se percorresse toda sua vida por alguns segundos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;– Eu sei que errei. Mas eu preciso de você aqui. Eu preciso da sua força... – E avançou para abraçá-lo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;Mas ele não se moveu. Apenas respirou pausadamente e, após trinta longos segundos, respondeu:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;– Eu já me dei muitas chances de olhar para trás e rir. Chances demais. Desculpe-me, minha querida, mas, desta vez, eu prefiro sorrir olhando para frente. Cuide-se... Hoje e sempre. – Deu-lhe um beijo na testa e saiu.&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Não há solo seguro nas trevas. Se desejares, pois, alçar uma fortaleza, concentra-se primeiramente no alicerce. É ele que impedirá, nas noites de vendaval, que tudo venha a sucumbir sobre tuas costas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-265687976655975959?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/265687976655975959'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/265687976655975959'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2008/06/ele-vira-as-esquinas-sem-olhar-para-trs.html' title=''/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-3850992014651327684</id><published>2008-03-28T16:54:00.001-03:00</published><updated>2008-03-28T16:54:57.162-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>- Não me olhe assim, querida, como se eu fosse uma fonte de pensamentos instrusos em sua vida. Ou como se nada que eu digo fizesse sentido para você. Ou ainda como se eu fosse uma espécie de inimigo tentando derrubá-la com palavras. - Então ela baixou a cabeça e fitou o chão, insegura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não, eu não acredito que você não se importa, seus olhos estão vermelhos e suas mãos estão trêmulas. Não é necessário maestria alguma para seguir os rastros deixados pelos seus pedaços amputados a cada queda. Você fingir que isso não acontece não muda muito além de atrasar a sua possível recuperação. - Então ela levantou os olhos, mordendo os lábios, e em seguida desviou o olhar para o canto esquerdo do enorme salão, cruzando os braços e apertando os próprios ombros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu vejo a sua descrença sendo alimentada a cada decepção. Não importa quantas vezes você tente, querida, é necessário ir por outro caminho se você pretende achar uma outra saída. - Então ela simplesmente permaneceu parada, e inspirou tão vagarosamente quanto possível, como se estivesse a se preparar para um grande mergulho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele, calado, levantou a mão direita em direção a ela.&lt;br /&gt;Ela, hesitante, levantou a mão esquerda e esperou.&lt;br /&gt;E quando suas mãos se tocaram, ele, devagar, a puxou para perto, e a abraçou suavemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E minutos se passaram, até que sua delicada voz, cansada, quebrou o silêncio:&lt;br /&gt;+ Eu estou me sentindo sozinha... Você não imagina o quanto estou me sentindo sozinha... - E se desfez nos braços dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vem... Eu guio você.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-3850992014651327684?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/3850992014651327684'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/3850992014651327684'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2008/03/no-me-olhe-assim-querida-como-se-eu.html' title=''/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-4756855707887456060</id><published>2008-02-19T19:43:00.003-03:00</published><updated>2008-02-20T12:40:48.860-03:00</updated><title type='text'>Dad.</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Você constrói muros que possam evitar todos os possíveis reprovadores.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Até que seus cabelos se embranqueçam e seu corpo enfraqueça.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Você se isola e mantém a raiva à frente dos seus olhos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Sempre atento ao que eles dizem sobre você.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Sempre atento ao que eles sabem sobre você.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Sempre tão perto de atacar. Sempre tão longe de se aceitar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Lamentando o presente. Buscando o passado. Evitando o futuro.&lt;br /&gt;Evitando o presente. Lamentando o passado. Buscando o futuro.&lt;br /&gt;Buscando o presente. Evitando o passado. Lamentando o futuro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Por que tanto escoamento de um tempo que já é raro? Por que tanta formalidade, viemos de tão longe apenas para apertarmos nossas mãos? Levante a cabeça. Observe o que ainda nos aguarda. É uma questão de sabedoria saber o que fazer com o que nos oferecem os patéticos donos da verdade. E se não for o suficiente, levantaremos nossas armas e tomaremos o que não nos é de direito, mas nos interessa. Então, temos um trato? E se não fizermos as escolhas certas? Bem, não será a primeira. Mas bem que será divertido tentar mais uma vez. Por um saco de moedas de cobre. Um olhar. Um beijo de uma puta de bordel barato próximo ao porto, ou um barril de cerveja quente. Quem poderá nos julgar quando não nos importamos com julgamentos? Continuaremos correndo como ratos. Ladrões. Felizes vulgares traçando planejamentos que nós mesmos não seguiremos. Você não percebe o que está em jogo?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Sim, se não sabemos para onde ir, provavelmente eles poderão nos dizer que estamos perdidos. Mas que diferença o que eles pensam, falam ou desenham sobre nós? Um manto de rotinas e escolhas estúpidas impostas por gerações de homens fracos em seus ternos caros e suas maletas cheias de frustrações. Nós é que escolheremos os quadros que serão pendurados em nossas paredes. Que venham todos eles. Por detrás da máscara de carrasco há apenas um humano solitário pronto para sucumbir. Cale-se e espere. Nem todos estão contra você. E se estiverem, que venham meu pai, e testem seus queixos em nossos punhos. O vento está a seu favor se você o está.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;E eu também.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-4756855707887456060?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/4756855707887456060'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/4756855707887456060'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2008/02/blog-post.html' title='Dad.'/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-6439007823765312405</id><published>2008-02-16T13:53:00.004-03:00</published><updated>2008-06-14T17:22:53.481-03:00</updated><title type='text'>Carta a quem não conseguiu ser diferente.</title><content type='html'>Ao acordar, disfarça objetivos, destinos, soberanias...&lt;br /&gt;Luta e corre, nas corridas de esteiras... Esplêndido... Nem perdedores, nem vencedores...&lt;br /&gt;Mas se todos permanecem empatados, qual o sentindo de todo este esforço?&lt;br /&gt;O prazer do jogo? A futilidade da conquista incessante?&lt;br /&gt;Atrás desses sorrisos, senhorita,  o que você tem a me revelar? O que você tem para se revelar?&lt;br /&gt;Quanto acrescentará aos meus acasos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se me oferece um gosto amargo, eu cuspo;&lt;br /&gt;Se recusa a minha mão, eu a fecho;&lt;br /&gt;É simples...&lt;br /&gt;Eu mijo como os outros costumam chorar sobre os seus caprichos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu escolho o nada ao seu pouco eternamente inerte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-6439007823765312405?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/6439007823765312405'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/6439007823765312405'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2008/02/carta-quem-no-conseguiu-ser-diferente.html' title='Carta a quem não conseguiu ser diferente.'/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-8848310893776561062</id><published>2008-01-30T17:03:00.000-03:00</published><updated>2008-01-30T17:04:23.071-03:00</updated><title type='text'>profile.</title><content type='html'>Às vezes eu acordo um copo meio cheio, às vezes acordo um copo meio vazio. Mas minha felicidade não depende da sorte, do gratuito ou do acaso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu faço meus próprios dias e vivo minha própria vida. É para isso que viemos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-8848310893776561062?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/8848310893776561062'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/8848310893776561062'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2008/01/profile.html' title='profile.'/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-7304232517454243527</id><published>2008-01-29T11:46:00.000-03:00</published><updated>2008-01-29T11:47:28.862-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você diz que é preciso tempo... Para que tenhamos a mínima certeza necessária.&lt;br /&gt;Então você fecha os olhos e as portas por onde eu poderia entrar.&lt;br /&gt;E sente que fez a coisa certa, até perceber que obviamente você também lacrou as saídas por onde você normalmente conseguiria me encontrar quando a saudade apertar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você tenta nos convencer de que é preciso lógica... Para que possamos nos arriscar com a mínima segurança. Mas se esquece de me dizer para que ela servirá, pois quando esta chegar já não haverá uma flor sequer a ser cultivada... Nós dois sabemos que sentimentos podem ser imunes à espera, mas você precisa entender, as escolhas não necessariamente serão. Principalmente as minhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso desejo... Para que consigamos trancar nossos receios e libertar nossos braços.&lt;br /&gt;E nisto nós dois concordamos. Mas do que vale o seu ou o meu desejo se nada é feito? Do que me vale a tela branca à minha frente, se os pincéis continuam fechados em sua velha estante no canto da sua copa empoeirada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tente.&lt;br /&gt;Antes que seja tarde.&lt;br /&gt;É o que eu lhe peço em silêncio.&lt;br /&gt;Consegue perceber?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-7304232517454243527?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/7304232517454243527'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/7304232517454243527'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2008/01/voc-diz-que-preciso-tempo.html' title=''/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-1254287570637816951</id><published>2008-01-21T21:46:00.000-03:00</published><updated>2008-01-21T21:47:24.023-03:00</updated><title type='text'>Graaaande Mauro.</title><content type='html'>Esses dias tenho acordado um pouco introspectivo demais. Um conhecido me disse que é a idade, e que eu estava na verdade sem paciência para coisas que se repetem todos os dias. Falei que não era bem isso e mandei ele pra puta que pariu, já que não havia pedido a opinião dele. Não importa, o fato é que tenho preferido ficar em casa a fazer coisas das quais sempre gostei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses dias a Lucinha me ligou... Ah, vocês não sabem da Lucinha? Bem.. Sabe aquelas garotas que tem o corpo com gosto de Petit Gâteau, mas o cérebro de "8 bolas por um real, traga a vasilha"? Se nao sabe, azar o seu, seu virgem cretino. Pois é, ela é dessas. E eu a desejo desde os meus dezessete anos, quando ainda tinha certeza de que "Ménage à trois" era apenas uma marca de empada francesa que meu pai adorava comer no quarto com as duas vizinhas gostosas. Então... Ela me ligou... Falou cretinices sobre como eu era legal com ela, um cara divertido e inteligente e essas outras coisas que mulher ouriçada sempre fala antes de dizer o que quer, e perguntou se eu não estava afim de ir ao cinema. Respondi que obviamente não estava nem um pouco afim de porcaria alguma de cinema, mas que se ela quisesse poderia me buscar depois das 22:00h, que era mais ou menos quando eu pretendia parar de jogar vídeo game, pra gente ir pra um motelzinho qualquer aqui por perto. Ela me chamou de insensivel, ameaçou um choro bigbrotherano, e disse que eu deveria escolher, o video-game ou ela. Pois bem, fiquei jogando vídeo game até as 2:00h da manhã, quando resolvi pedir pro porteiro comprar uma vodka e dois maços de cigarro pra eu me ocupar o resto da noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que seja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje eu recebi a visita de um familiar que não vejo há tempos... Ele me deu uma porrada de sermão sobre eu precisar me cuidar e voltar à vida social. Que eu era um cara de sorte, e que deveria aproveitar o tempo e a cabeça que tenho pra trabalhar e ganhar dinheiro, e não álcool, tabaco e mulheres, como costumo fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mauro, você precisa sair de casa!&lt;br /&gt;- Sair de casa pra que?&lt;br /&gt;- Pra arranjar um emprego!&lt;br /&gt;- E pra que eu vou arranjar um emprego?&lt;br /&gt;- Pra ganhar mais dinheiro!&lt;br /&gt;- Ganhar dinheiro pra que?&lt;br /&gt;- Pra poder fazer o que você quer na horas vagas!&lt;br /&gt;- Mas todas as minhas horas são vagas, cacete, e eu já faço o que quero nelas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele foi embora com raiva... &lt;br /&gt;Que seja. Liguei pra Marcinha, ela chega às nove em ponto, e ainda vai trazer requeijão cremoso pra eu comer sobre a pele dela enquanto conversamos sobre religião e política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe, talvez eu esteja um pouco deprimido. E talvez seja um pouco difícil admitir isso, porque assim que o fizer serei obrigado a fazer alguma coisa pra mudar a situação. É simples, não se luta contra o que não está definido...&lt;br /&gt;Talvez seja foda ter um amor não correspondido... Mas foda mesmo é ter um correspondido que não pode ser cultivado por ironia desta vida cheia de opções ridiculas que oferecem pra gente.&lt;br /&gt;Mas amanhã é um novo dia, vou ver se ligo pra Lucinha, peço desculpas pela insensibilidade e pergunto se ela não tá afim de comer empada francesa aqui em casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pois é, é francesa, chique! No último Big Brother eles comiam todos os dias!&lt;br /&gt;- Empada francesa? Nossa, deve estar super na moda! Tá ótimo, Mauro, quer que chegue que horas?&lt;br /&gt;- Às nove seria ótimo... Ah, você poderia passar no mercado antes e comprar um copo de requeijão cremoso?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-1254287570637816951?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/1254287570637816951'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/1254287570637816951'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2008/01/graaaande-mauro.html' title='Graaaande Mauro.'/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-6507256710747081010</id><published>2008-01-17T02:45:00.000-03:00</published><updated>2008-01-20T13:59:54.332-03:00</updated><title type='text'>3-5</title><content type='html'>Eles se abraçaram em silêncio por vários minutos. Não por falta de assuntos, mas porque qualquer um deles seria intruso no diálogo que seus corpos cultivavam àquele instante, à luz apenas da televisão ligada no quarto. Ela, com um sorriso tímido e olhos apertados, tentava entender aquilo que o tempo não conseguira apagar. Ele, com o semblante tranquilo, observava todos os detalhes do rosto dela, mas não tentava entender nada, apenas absorvia o momento que tinha hora exata para acabar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O taxista aguarda com a porta do passageiro aberta. Ela entra, olha para ele, respira fundo, manda um beijo. Ele responde, sorri com os lábios cerrados, fecha a porta. O céu nublado precede a chuva. Precede o silêncio que ele encontrará em seu quarto. Precede o que está por vir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto tempo mais? - Ele pensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HXA 3782.. O que significa? Adeus? Até breve? Letras e números... Nomes e datas... Vai chover, droga... O carro começa a acelerar... Aguarda, taxista cretino... Quero negociar minha felicidade... Negociar pedaços de sentimento que faz sentido...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volta taxista, volta...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-6507256710747081010?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/6507256710747081010'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/6507256710747081010'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2008/01/3-5.html' title='3-5'/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-8327181982754245401</id><published>2008-01-13T15:46:00.000-03:00</published><updated>2008-01-13T15:47:22.753-03:00</updated><title type='text'>Sei...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele vira as esquinas sem olhar para trás.&lt;br /&gt;Com os ombros baixos e o olhar distante, caminhando vagarosamente em direção ao nada, ele acende um cigarro. Inspira profundamente a fumaça, fecha os olhos, assopra em direção ao solo, espera alguns segundos, joga o cigarro na rua, olha para cima...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que faz sentido agora, meu amigo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele guarda seus calendários em caixas que nunca reabrirá sem reler as notas que fez durante o ano. E bloqueia nomes e memórias sobre lugares que o levariam de volta à espera.&lt;br /&gt;Ele se embriaga de felicidades passageiras e se afoga em sentimentos plastificados e versões paraguaias de uma história que não permite cópias perfeitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que poderia ser feito a partir do que lhe foi oferecido?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então ele pára e, em silêncio, roga para que ela não o deixe virar a próxima esquina sem que certas palavras sejam ditas. Mas são outros braços em seus braços, meu caro. Outras mãos em suas mãos. Outros lábios em seus lábios. E o que você pode fazer além de esperar o seu peito apertar e fugir? Sua pele gela, perde a cor, e seu corpo se contorce internamente, escondido por de trás de um belo sorriso falso e uma triste piscadela de olho correspondida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há jogada de mestre que vença o que há entre vocês dois, meu amigo.&lt;br /&gt;Não há tempo.&lt;br /&gt;Não há distância.&lt;br /&gt;Não há escolhas.&lt;br /&gt;Não há lógica.&lt;br /&gt;Não há.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que eu sou agora?&lt;br /&gt;Mais que um simples recomeço, eu sou a continuação do que nunca obteve pontuação final.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-8327181982754245401?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/8327181982754245401'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/8327181982754245401'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2008/01/sei.html' title='Sei...'/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-7184329595805484278</id><published>2007-11-28T18:43:00.000-03:00</published><updated>2007-11-29T18:23:14.218-03:00</updated><title type='text'>É assim...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E então ela correu para fora, esbarrando desesperada nas pessoas que estavam distraídas entre ela e a porta giratória de saída. Lábios cerrados, narinas e olhos trêmulos - estes, azuis como diamantes, estavam carregados de lágrimas que ela não desejava libertar antes de sair dali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto corria, o frio da rua não era maior que o que reinava em seu estômago. O vento projetava seus cabelos como belas asas douradas, gelava a fina e branca pele do seu rosto, e fazia com que ela segurasse com força as mangas do casaco de algodão verde musgo que vestia por cima do vestido preto de tecido fino solto sobre o corpo. Mais uma esquina. Mais uma viela repleta de árvores entristecidas pelo inverno fora de época. Mais poças d'água atropeladas por suas longas botas. Naquele momento, o mundo poderia ser resumido na distância que ainda existia entre ela e o seu refúgio. Ou na distância entre o que era sentido e o que poderia ser descrito como felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em sua cabeça, flashes de palavras que poderiam ter sido evitadas. Ela se retorcia por dentro, tentando expulsá-las de suas memórias. Tentava se convencer de que nada havia acontecido, enquanto o gosto amargo do jantar já tocava sua língua. E, quando faltava apenas uma quadra para chegar em seu apartamento, um buraco escondido em uma das poças escuras fez com que ela torcesse o pé esquerdo e a levou ao chão. Não se sabe se ela gritou pela dor da torção ou pela dor do peito mas, por mera coincidência ou piada dos deuses, sucessivamente ao urro veio uma forte tempestade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela, em posição fetal, segurou seus joelhos e esperou. Que a chuva parasse. Ou que seu corpo escorresse bueiro adentro. Ou que o mundo explodisse. Ou que o verão voltasse. Ou que a rua falasse. Ou que do pesadelo acordasse. Ou que seu peito sangrasse. Ou que sua cabeça calasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que, como diziam os profetas aos incrédulos, o dia amanheceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós, amarrotados pelas mazelas que a escuridão nos faz sofrer, sempre esquecemos que, apesar de tudo e de todos, a noite sempre virará dia. Cedo ou tarde, o Sol sairá e fará o seu papel sobre o mundo onde reina a dúvida e o ceticismo. E, para aqueles que conseguem não enlouquecer na dor, haverá bastante espaço para que seja reconstruída toda e qualquer vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É como eu costumo dizer: No fim das contas, somos nós que fazemos nossos próprios dias...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-7184329595805484278?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/7184329595805484278'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/7184329595805484278'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2007/11/assim.html' title='É assim...'/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-294356136401570887</id><published>2007-11-24T07:06:00.000-03:00</published><updated>2007-11-24T07:07:23.960-03:00</updated><title type='text'>O outro extremo.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se você não consegue me enxergar não significa que eu estou enclausurado em meus receios. Se você não consegue ver meus olhos não significa que estou cego. Se você não consegue descobrir onde durmo não significa que me escondo ou que durmo sozinho. Há um mistério fascinante inserido nas sombras do sigilo que pode ser cultivado. E é engraçado estar no outro extremo, ver as pessoas me desenhando pelo que não é mostrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu brinco com as possibilidades. Nego as evidências. Mantenho-me indiferente. Igual a um tolo que não entende o que está acontecendo à sua volta, eu finjo que não percebo o seu olhar curioso tentando invadir minha cabeça. Mas agora, para você, eu pareço um monge libertino. Ou um amante conservador. Você ainda não percebeu que existe muito mais sobre mim do que poderiam definir esses murais nas paredes das agências de fofocas que cuidam das nossas vidas. E a única certeza é a de que, para mim, continua bastante divertido observar a sua confusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desista de entrar em minha cabeça, garota. Há um caos tão grande aqui que você acabaria viciadamente perdida dentro dela. Fuja.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-294356136401570887?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/294356136401570887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/294356136401570887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2007/11/o-outro-extremo.html' title='O outro extremo.'/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-3985408043023365713</id><published>2007-11-16T15:08:00.000-03:00</published><updated>2007-11-18T11:12:55.759-03:00</updated><title type='text'>Escreva sem pensar.</title><content type='html'>Eu sou uma parte do que me incomoda.&lt;br /&gt;Eu sou uma parte do que me é incompleto.&lt;br /&gt;Eu sou uma parte do que me frustra.&lt;br /&gt;Eu sou uma parte do que não me alimenta.&lt;br /&gt;Eu sou uma parte do que me sufoca.&lt;br /&gt;Eu sou uma parte do que me enfraquece.&lt;br /&gt;Eu sou uma parte do que me causa insônia.&lt;br /&gt;Eu sou uma parte do que me testa.&lt;br /&gt;Eu sou uma parte do que me confunde.&lt;br /&gt;Eu sou uma parte do que me ludibria.&lt;br /&gt;Eu sou uma parte...&lt;br /&gt;Da culpa.&lt;br /&gt;Da falta de senso.&lt;br /&gt;Da falta de coragem.&lt;br /&gt;Da falta de nexo.&lt;br /&gt;Da contradição.&lt;br /&gt;Do atordoamento.&lt;br /&gt;Do recomeço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E todo recomeço é dotado de chances que podem mudar tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje eu sou uma parte da tentativa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-3985408043023365713?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/3985408043023365713'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/3985408043023365713'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2007/11/escreva-sem-pensar.html' title='Escreva sem pensar.'/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-6145853631473715205</id><published>2007-11-12T22:08:00.000-03:00</published><updated>2007-11-12T22:12:50.632-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Qual o papel que você interpreta no palco da vida? Quem escreve as suas falas? Que expressões você usa? Que escolhas você faz? Que caminhos você segue? Pelo que você luta? Por quem você chora? Quais são suas respostas além das que eles esperam? Qual imagem você alimenta além da que você sabe ser capaz de atrair aplausos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Grato pela atenção, mas isto tem que acabar. Adeus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o semblante levantado e sério ele saiu. Sem olhar para trás, fechou a porta à suas costas, deixando todos os espectadores se entreolhando, sem entender exatamente o que acabara de acontecer. O ator principal, no meio do ato, simplesmente desistiu de atuar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, ele escolheu dar adeus à peça, mas para dizer olá à sua própria vida. Não é fácil entender que, para se vestir de si mesmo, primeiramente é necessário jogar fora as vestes impostas pela sua carência e busca por atenção. É necessário abrir mão dos jogos e artimanhas. Das frases de efeito e dos trejeitos malandros de Don Juan pós-moderno de araque. E, por fim, é necessário sair do palco sem esperar pelo consentimento de um público que nunca se contenta com o que oferece alguém que se perde cada vez mais em seus personagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao chegar à rua, completamente nu, ele sentiu o Sol bater em sua pele e sentiu-se aliviado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, o que você é além do que esperam de você? Tudo, meu caro. Quando você se liberta passa a ser exatamente o que faz de si mesmo, pelas suas motivações pessoais, verdadeiras. Esta é sua vida, não deixe que outros ditem o que fazer dela. Escreva seus próprios atos e suas próprias falas, e perceberá que, mais valiosos que a aprovação de terceiros, são os seus próprios aplausos ao se fitar no reflexo do espelho e pensar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, este sou eu, e eu gosto do que vejo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-6145853631473715205?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/6145853631473715205'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/6145853631473715205'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2007/11/qual-o-papel-que-voc-interpreta-no.html' title=''/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-1030887214920243515</id><published>2007-11-10T10:42:00.000-03:00</published><updated>2007-11-10T10:46:43.911-03:00</updated><title type='text'>?</title><content type='html'>Perdoe-me pela falta de resposta e pelo vazio;&lt;br /&gt;Perdoa-me pelas noites sem sono;&lt;br /&gt;Perdoa-me pelas coordenadas desconexas;&lt;br /&gt;Perdoa-me pelo que neguei e custava-me tão pouco;&lt;br /&gt;Perdoa-me pelo que ofereci em excesso e pelas manchas em seus lençois;&lt;br /&gt;Perdoa-me pela fumaça nos pulmões e pelos olhos ardentes;&lt;br /&gt;Perdoa-me pelo álcool na garganta, e pelos copos sempre cheios;&lt;br /&gt;Perdoa-me pelos toques maltrapilhos em sua pele sensível;&lt;br /&gt;Perdoa-me pelas palavras sujas sobre suas flores;&lt;br /&gt;Perdoa-me pelos meus mal agradecidos gestos e pela falta de Sol;&lt;br /&gt;Perdoa-me pela insegurança que escondi nos meus sorrisos maliciosos;&lt;br /&gt;Perdoa-me pela meia-luz confusa e pelas marcas em suas costas;&lt;br /&gt;Pelos anos perdidos;&lt;br /&gt;Pelas histórias mal contadas;&lt;br /&gt;Pelos sumiços;&lt;br /&gt;Pela violência;&lt;br /&gt;Pelas traições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que você quer? O que você sabe?&lt;br /&gt;Eu lhe ofereço minha alma e meu corpo;&lt;br /&gt;Eu tenho fogo sem fim e uma cabeça que nunca pára de funcionar;&lt;br /&gt;Eu tenho tantos troféus e já cultivei tanta amargura que daria um chatíssimo livro freudiano;&lt;br /&gt;E sempre vivi num estado letal de insuficiência...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez eu seja um caso perdido.&lt;br /&gt;Ou talvez o mundo o seja e eu seja o avesso.&lt;br /&gt;Que diferença faz?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje o que resta me basta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-1030887214920243515?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/1030887214920243515'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/1030887214920243515'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2007/11/blog-post.html' title='?'/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-4609921611419801656</id><published>2007-11-07T12:01:00.000-03:00</published><updated>2007-11-07T12:03:53.754-03:00</updated><title type='text'>Valeu, adulta. =)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois de certo tempo caminhando juntos você adotou perspectivas diferentes das minhas. Fez uma lista de atitudes a serem descartadas e outras a serem abraçadas. Legal, acho mesmo que a gente precisa procurar nossas verdades e viver a partir delas. Mas daí a querer que todos as adotem também? Espera aí, madame! Eu por acaso tenho pregado na minha testa alguma tatuagem de Fandangos escrito “HELP ME OH GOD!”? Vai ficar me enchendo de folhetos explicativos, promessas sobre coisas que eu não busco e me seguindo nos cantos para fazer negativas com a cabeça sempre que eu tiver crises intermináveis de riso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei que você cresceu, mas se for para ser assim, tão chato, do que me vale ser grande? Entenda, eu não estou buscando sua aprovação. Na verdade, ela não mudaria em nada minha vida, a não ser que eu desejasse seduzir você, e esse definitivamente não é mais o caso. Eu sei, você não vê as coisas como eu, o seu buraco é mais embaixo. Mas quem disse que eu quero saber onde é o seu buraco? Vá mostrá-lo a outro que almeje um, vai... Aliste-se no Greenpeace, vá lutar pela libertação do Tibet, caçar mexicanos no Texas, catar coquinhos maduros no Iraque, eu não ligo pros seus devaneios... Mas me deixa em paz, beleza?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espera, espera, pára tudo! Deixe-me ver se entendi... Você está me reprovando simplesmente porque eu ainda me divirto como você era capaz de fazer há cinco anos? Ah ta.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-4609921611419801656?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/4609921611419801656'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/4609921611419801656'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2007/11/valeu-adulta.html' title='Valeu, adulta. =)'/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-6580715378943921523</id><published>2007-10-22T00:39:00.000-03:00</published><updated>2007-10-22T08:45:32.511-03:00</updated><title type='text'>Tropa de Elite.</title><content type='html'>Nós, brasileiros, temos o dom de fingirmos que as coisas que observamos são sempre piadas, por maior que seja a desgraça. Se alguma notícia no jornal das oito sobre ladrões do Congresso aparece, alguns de nós apenas trocam de canal, já outros, e eu me incluo nesse time, debatemos o assunto com mais alguns revoltosos de araque por alguns minutos e pronto, já nos basta pra voltarmos às nossas vidas (como se aquela da TV não as fosse).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se ficamos sabendo de alguém que ganhou algum dinheiro às custas da capenga máquina pública brasileira, bradamos um retórico e breve - Filho da puta! - Ou então vamos além - Fez bem, o garoto, se ele não roubasse outro roubaria, eu acho até que faria o mesmo no lugar dele!. E pronto... Seguimos adiante, como se nada demais tivesse acontecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é sempre assim... A gente passa a semana toda sabendo sobre, sofrendo e vivendo assaltos, estupros, sistemas corruptos covardes e tantas outras formas de acabarmos conosco mesmos, que a rotina nos tornou dormentes e desmemoriados. Tudo que queremos é que o sábado chegue logo, para que possamos gelar nossas cervejas e colocar os pés pra cima para descansarmos a ponto de aguentar a próxima semana que estar por vir. O avesso é soberano, alguém já percebeu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu acabei de voltar do cinema... Esse filme, Tropa de Elite, é um tapa na cara, bem indigesto. A não ser que você seja um clássico brasileiro, e tenha o dom de fingir que as coisas que passam ali não dizem respeito a você. Mas não adianta se enganar, o tapa foi mirado na cara de todos, podem ter certeza. E seria bom se pensássemos no assunto e nos perguntássemos: Existe algo que possamos fazer para melhorar a situação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai ser uma noite longa, e espero que não seja apenas a minha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, sério, eles conseguem rir enquanto observam suas próprias vidas em frangalhos na tela... E eu já não entendo muita coisa sobre nós mesmos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-6580715378943921523?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/6580715378943921523'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/6580715378943921523'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2007/10/tropa-de-elite.html' title='Tropa de Elite.'/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-1166798656002507668</id><published>2007-10-17T12:51:00.000-03:00</published><updated>2007-10-17T13:29:19.647-03:00</updated><title type='text'>Trocando em miúdos.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não olhe para mim com esse ar de detetive tentando desvendar mistérios. Não há mistério algum por aqui. Há apenas claras escolhas sobre a mesa, com minha assinatura logo abaixo, centralizada. Às vezes, quando não nos adaptamos a algo, procuramos respostas descartáveis para que o errado ganhe sentido, positivo ou negativo... Mas isso eu não tenho a lhe oferecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pare. Observe. Pense. Contraditório seria eu escolher algo e não colocar em prática. Ou eu lhe pedir para soltar minhas mãos e tentar segurar as suas todos os dias. Como uma criança imatura que guarda os brinquedos numa caixa de sapato até sentir vontade de brincar de novo. Mas eu não sou uma criança. Muito menos reconheço nos nobres sentimentos algo para ser tratado como brinquedo. Eu sou um homem e, assim sendo, lhe indiquei os caminhos que escolhi seguir após grande tempo de ponderação. A vida é assim... E eu aprendi algo no pouco que vivi: Nem sempre o modo mais fácil de fazer as coisas é melhor que o modo que nos traz dor. E o melhor vale a pena, amigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o que eu sempre quero.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-1166798656002507668?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/1166798656002507668'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/1166798656002507668'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2007/10/trocando-em-midos.html' title='Trocando em miúdos.'/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-6339169919856016653</id><published>2007-10-04T17:20:00.000-03:00</published><updated>2007-10-04T17:22:00.564-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Não pese o que está sobre a balança alheia,&lt;br /&gt;Não meça a queda que não lhe pertence,&lt;br /&gt;Não mova o que depois você não conseguirá voltar para o lugar,&lt;br /&gt;Não julgue quando não for chamado para a cadeira do juíz,&lt;br /&gt;Não abaixe a cabeça quando não estiver errado, olhe para mim,&lt;br /&gt;Não hesite se tiver certeza,&lt;br /&gt;Mas se não a tiver, pense bem antes de atirar a sua pedra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não costumo oferecer a outra face.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-6339169919856016653?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/6339169919856016653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/6339169919856016653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2007/10/no-pese-o-que-est-sobre-balana-alheia.html' title=''/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-830640030615658963</id><published>2007-09-28T22:36:00.000-03:00</published><updated>2007-09-28T22:41:25.448-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>"As pessoas esquecerão o que você disse&lt;br /&gt;As pessoas esquecerão o que você fez&lt;br /&gt;Mas elas nunca esquecerão&lt;br /&gt;Como vocês as fez sentir"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As coisas são bem mais complicadas quando começamos a nos preocupar com isso.&lt;br /&gt;Mas já que o que vale a pena normalmente é mais trabalhoso, vamos lá, é hora de respirar fundo e fazer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-830640030615658963?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/830640030615658963'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/830640030615658963'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2007/09/as-pessoas-esquecero-o-que-voc-disse-as.html' title=''/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-5286898344582361730</id><published>2007-09-24T11:13:00.000-03:00</published><updated>2007-09-24T11:17:40.147-03:00</updated><title type='text'>Os dias e o medo.</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;As ruas passam depressa ao lado da minha visão embaçada. As pessoas se esbarram, se empurram apressadas, seguindo os ponteiros que gritam que elas estão atrasadas. O ar abafado me sufoca. Ou seriam os meus pensamentos? Ela disse ter certeza sobre onde isto iria parar, e também disse não estar preparada e que não iria estar. Um pesadelo que eu preferia viver sozinho. Estar se equilibrando sobre fina linha de aço entre um grande prédio construído em dez dias e outro, ainda maior, e ver que alguém está com uma tesoura um pouco à frente, se preparando para acabar com os planos e as magias que habitaram nossas mentes por meses.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Eu abraço meus joelhos e respiro fundo. Mas não sinto o oxigênio entrando em meus pulmões, eles reclamam, apertando meu peito e dificultando o trabalho do meu coração. Então eu finco minhas unhas em minhas canelas. Tento não contar quantas vezes a senti chorando. Quantas vezes a senti me pedindo por pensamento para voltar a ser o que eu era. E toda força do mundo perfurando minha pele não seria o suficiente para me fazer sentir bem agora. Quando as sombras crescem sob nossos pés e quando a música não passa de uma lembrança remota perdida no silêncio, o que podemos fazer? Quando o Sol não quer mais entrar pela janela e morrem as flores que enfeitavam nosso quarto, o que eu poderia fazer além de respeitar meus maltratados limites?&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-5286898344582361730?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/5286898344582361730'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/5286898344582361730'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2007/09/os-dias-e-o-medo.html' title='Os dias e o medo.'/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-7838948607012130346</id><published>2007-09-20T13:47:00.000-03:00</published><updated>2007-09-20T22:24:41.347-03:00</updated><title type='text'>Árvore Podre e a Arte.</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Hoje analisei as árvores da minha existência. Descobri que sou um fruto podre de uma flora mal alimentada há gerações. É estranho se reconhecer como a continuação de alguém que perdeu o fio da meada há décadas. Um pedaço de carne sem vontade colhendo aquilo que foi plantado por outros que passaram por aqui antes de mim. Minhas mazelas não são minhas. Minhas crises, minhas inconstâncias, minha surreal insatisfação. Imperfeições alheias enraizadas em minha mente ainda quando limpar a bunda me era uma tarefa bastante difícil.&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Eu não pretendo viver a partir do que me foi dado. O pedaço de carne quer ter seus próprios desejos. Então, ofereçam-me barbantes quebrados e eu farei deles uma grande corrente onde eu possa me equilibrar. Ofereçam-me uma planta moribunda e eu a transformarei em um belo jardim que enfeitará meus dias. Ofereçam-me o nada, o tudo e o incompleto. A arte de conseguir selecionar o que vai ou não para minha cesta numa feira é algo que não costumo esquecer. Eu faço o meu caminho, e reescrevo as páginas de um livro bastante importante – o que narra sobre minha própria vida.&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;E se este livro for apenas um capítulo naquele grande livro sobre a árvore podre? Que seja, este será o meu capítulo. Escrito pela minha mão esquerda. Com a minha assinatura embaixo. E os responsáveis pelos outros capítulos? Se quiserem um livro coeso, que reescrevam suas prórprias páginas. Eu particularmente não me importo.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-7838948607012130346?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/7838948607012130346'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/7838948607012130346'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2007/09/rvore-podre-e-arte.html' title='Árvore Podre e a Arte.'/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-137244926198965435</id><published>2007-09-17T17:37:00.000-03:00</published><updated>2007-09-22T13:38:30.373-03:00</updated><title type='text'>Eu odeio despedidas.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu acordo, mas não quero abrir os olhos. Eu não quero ver meu quarto. Não quero ver meus olhos vermelhos e baixos no espelho. O amargo cresce em minha boca. A angústia congela e revira meu estômago. Como de praxe, a perda sempre renova sentimentos com os quais sempre pensamos estar acostumados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me levanto e caminho até o banheiro. Com as luzes apagadas deixo a água queimar minha pele e o chão esfriar minhas costas. Procuro por algo que me faça ver sentido e algo que me faça concordar. O que está por vir? O que acabou de passar por aqui e levar um pedaço de mim? É hora de se despir das dores e se vestir com a vida, meu amigo. Então eu me levanto e procuro algo para me enxugar no escuro. A toalha de rosto deve servir, pouco me importa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na mesa, várias contas, dinheiro amassado, cigarros despedaçados e copos vazios com cheiro de álcool dormido. Na cama, um corpo desnudo que me serviu de fuga e que quero jogar pela janela. Eu desejo meu foco de volta. Não é hora de segurar o tempo e esperar papai enxugar minha testa e dizer que está tudo bem, na verdade nunca foi. Então eu paro de conversar com as paredes, arranco as cortinas e olho a rua através da minha varanda. A vida acontece lá fora, mas tudo parece pequeno demais quando a aflição aperta meu peito. O mau humor da esquina, o bom dia do porteiro, a advertência sobre o som alto na madrugada passada. Os relatórios a fazer, as aulas a lecionar, a burocracia a seguir. Os cargos a preencher, as contas a pagar, as filas a enfrentar. Qual o sentido de nadar a favor da maré se mais à frente no rio há apenas uma queda contra as rochas? Qual o motivo de escolher a falta de escolha e seguir em frente sem se mover?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu devia escrever um livro sobre minhas agonias imperativas. Mas quem leria sobre a cor do céu no inferno alheio? Já lhe bastam os infernos pessoais. Eu devia tomar um rumo e arranjar um emprego que me valesse pelos três atuais, mas o aluguel não pode esperar minha boa vontade. Eu devia largar tudo nesta merda de cidade e voltar para Minas Gerais. Mas ainda teimo em continuar. Até quando? Até descobrir qual o meu papel aqui. Ou descobrir o que fazer. Ou descobrir que não havia nada e que gastei minha juventude toda batendo numa tecla que estava quebrada desde o início.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então eu entro em uma calça surrada, escolho uma blusa mal passada e minhas antigas botas desbotadas. Os óculos escuros me fazem ignorar o Sol. Os fones de ouvido me fazem ignorar as conversas. Subo em um ônibus lotado sem saber para onde exatamente pretendo ir... Até onde sei não existe uma linha que me leve à lua. Então me sento na última cadeira e torço para que uma chuva entre pela janela e lave o calor do meu corpo. Mas ela não chega. E, contradizendo todo ambiente, meu estômago continua gelado. Deve ser saudade de me ter por aqui.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-137244926198965435?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/137244926198965435'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/137244926198965435'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2007/09/eu-odeio-despedidas.html' title='Eu odeio despedidas.'/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-8268392323706014632</id><published>2007-09-05T16:22:00.000-03:00</published><updated>2007-09-05T16:30:09.875-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Quatros horas não estão suficientes, mas eu continuo acordado. Meio pra lá. Meio pra cá. Cambaleando, mas sem parar. Buscando as notas enquanto aprendo as frases. Coletando as frases enquanto procuro as notas.&lt;br /&gt;Não é tão fácil quanto eu pensava. Na verdade eu não pensava. De que me valia pensar no que não me interessava?&lt;br /&gt;Mas longe de mim querer voltar pelo mesmo caminho... Não é desta vez que eu repetirei o clichê do último degrau. Agora eu quero chegar à lâmpada, nem que seja pra depois jogá-la no chão e gritar: Toma, cretina! Quem manda agora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vida não é o suficiente, mas eu continuo vivendo. Meio pra lá. Meio pra cá. Cambaleando, mas sem parar. Buscando, aprendendo, coletando, procurando o que me convem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu gosto assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ps: Só não gosto do sono.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-8268392323706014632?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/8268392323706014632'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/8268392323706014632'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2007/09/quatros-horas-no-esto-suficientes-mas.html' title=''/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-2440996312587527543</id><published>2007-09-01T12:42:00.000-03:00</published><updated>2007-09-05T16:22:33.745-03:00</updated><title type='text'>tsc tsc.</title><content type='html'>&lt;p&gt;O que acontece por dentro não é pra ficar à mostra, não convém a outros que não a mim mesmo e aos meus seletos escolhidos, nem tente. O que acontece por fora é todo seu. Afinal, alguns estão aqui para isso... Tudo bem, eu não vou tirar de você o que lhe resta.&lt;br /&gt;Olhe, analise, vigie, narre, decore... Quem sabe assim você acaba aprendendo a ter uma vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não se intrometa.&lt;br /&gt;Não opine.&lt;br /&gt;Não tente se aproximar&lt;br /&gt;Se houver desejo da minha parte, eu me aproximarei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, eu sou chato e prepotente, consegui criar repulsa? Aproveita e vai embora. =)&lt;/p&gt; &lt;!-- google_ad_section_end --&gt; &lt;!-- Creative for 300 x 250 format --&gt;      &lt;script type="text/javascript" language="Javascript"&gt; &lt;!-- google_ad_channel = "Brazil300x250"; google_ad_client = "ca-fotolog_intl_js"; google_ad_width = 300; google_ad_height = 250; google_ad_format = "300x250_as"; google_ad_type = "flash,image,text"; google_safe = "medium"; google_color_border = "333333"; google_color_bg = "333333"; google_color_link = "FFFFFF"; google_color_url = "FFFFFF"; google_color_text = "999999"; google_cust_age = 1001; google_cust_gender = 1; //--&gt;&lt;/script&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-2440996312587527543?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/2440996312587527543'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/2440996312587527543'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2007/09/tsc-tsc.html' title='tsc tsc.'/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-6225143582677924031</id><published>2007-08-29T23:55:00.000-03:00</published><updated>2007-08-30T00:07:48.293-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Hoje eu vi um deputado escorregar e cair de bunda no chão. Bem que tentei não ficar feliz e não abrir aquele meio sorriso travado... Mas foi difícil, viu. Porque o hilário fato me ajudou a entender uma coisa: Você pode ser rico. Você pode ser poderoso e respeitado. Você pode ter amigos influentes e fazer coleção de putas de aeroporto em flat na beira-mar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se você escorrega, sua bunda dói igualzinho à bunda dos mortais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a cena é tão ridícula quanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ps: Meu irmao chegou de viagem... Pra quem não sabe, ninguém da minha família mora em minha cidade, entao vou aproveitá-lo um pouco e aparecer menos aqui... Boa semana pra voces! =)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-6225143582677924031?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/6225143582677924031'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/6225143582677924031'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2007/08/hoje-eu-vi-um-deputado-escorregar-e.html' title=''/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-5016792429229148262</id><published>2007-08-22T20:27:00.000-03:00</published><updated>2007-08-28T11:42:40.763-03:00</updated><title type='text'>Álcool.</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Eu contorno os corredores que me levariam até você. Evito as portas. Ignoro as placas. Mas se seu sopro me alcança, um vendaval tomado pelas folhas secas do outono que preenchia a moradia dos nossos sentimentos me toca, e eu perco meu rumo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Fora de rumo eu não me reconheço. Alternando entre os mais adoráveis e os mais doentios desejos eu vou pisando e destruindo a linha que separa as más das boas ações. Refaço meus conceitos e nego possíveis consequências de um mundo criado além das minhas dormências.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Aonde você quer chegar? – Eu repito para o reflexo na janela quando minha pupila volta ao seu tamanho normal. Mas e agora? O silêncio reina e me consome, e eu acendo outro cigarro antes de lembrar que parei de fumar. E, com os pulmões cheios de fumaça, eu engulo mais uma grande dose de vodca sem gelo, antes de lembrar que não bebo mais. Só quando o chão está em minhas costas e o céu à minha frente eu retomo meu rumo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Mas ludibriadamente consciente eu sei que é cedo demais para parar e, conforme dita o clichê, é obviamente tarde demais para desistir de novo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Aonde você quer chegar? -&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-5016792429229148262?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/5016792429229148262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/5016792429229148262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2007/08/lcool.html' title='Álcool.'/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-3436416854612038608</id><published>2007-08-18T00:16:00.000-03:00</published><updated>2007-08-18T00:18:02.052-03:00</updated><title type='text'>30 dias...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Espantando os sonhos ruins, ela abriu a porta e olhou para mim, sem sorrir. Não havia raiva ou rancor em seu rosto. Não havia medo e não havia dor. Apenas parecia buscar uma atenção madura naquele momento. E foi assim que ela entrou, caminhando vagarosamente, porém bastante segura, até passar todo o quarto e me alcançar na varanda. Aquele é o meu refúgio, onde procuro me dar tempo e espaço para enxergar o que a correria do dia-a-dia esconde. Ela não hesitou, não diminuiu o passo, não esperou que eu a convidasse a invadir meu esconderijo. Simplesmente continuou avançando, até se aproximar o bastante para que eu sentisse sua respiração e seu perfume. Segurou e depois jogou com as duas mãos seus cabelos para trás, de olhos fechados, abrindo-os logo em seguida, fitando-me o rosto; sorriu, encostou a boca em meu ouvido e, por fim, sussurou: Um mês, amor.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E sumiu, como de praxe, me deixando vestindo o meu melhor sorriso. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-3436416854612038608?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/3436416854612038608'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/3436416854612038608'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2007/08/30-dias.html' title='30 dias...'/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-3914908735784547642</id><published>2007-08-11T18:35:00.000-03:00</published><updated>2007-08-11T23:22:44.087-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Se você me der papel eu construo um navio e me jogo à deriva do oceano&lt;br /&gt;Se você me der vento eu crio asas e começo a voar para longe&lt;br /&gt;Se você me der tempo eu ignoro os ponteiros e caminho no meu próprio ritmo&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O que é certo ou errado? Quem dita as regras ou mandamentos por aqui a não ser eu mesmo? Estes são os dias que eu devo sentir, então eu deixo a chuva anestesiar e lavar meu rosto e minhas roupas, minha pele e minha alma; até eu sentir você presente...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Se você me der palavras eu escrevo um livro sobre sua vida e sua morte&lt;br /&gt;Se você me der um motivo para parar eu começo a correr veloz até sentir meu coração pulsar frenetico&lt;br /&gt;Se você me der limites eu vou testá-los inconsequentemente até destruí-los ou me destruir&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O que é certo por aqui além do que me faz bem? O que é errado por aqui além do que me faz mal? Quem dita as regras sobre minha vida? Quem contesta os mandamentos a não ser eu mesmo? Esta é minha alma, então eu deixo minha pele sob as roupas sentir a chuva até meu rosto ser anestesiado pelos dias que não foram lavados com sua presença...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas se você não me oferece nada o que eu poderei fazer? Eu tenho um punhado de nada e desenhos inconstantes sobre meus desejos esboçados em quadro sem moldura. Tenho fobias e tenho coragens que me valem o inferno e o paraíso em um mesmo segundo. Tenho erros, pecados e dívidas que nunca pagarei.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes não é certo que nada nos é oferecido...&lt;br /&gt;É que normalmente somos nós que não abrimos nossos olhos e nossas mãos quando coisas boas caem do céu.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E o meu problema? Mesmo durante o dia eu gosto de socar o nada na escuridão.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-3914908735784547642?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/3914908735784547642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/3914908735784547642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2007/08/se-voc-me-der-papel-eu-construo-um.html' title=''/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-4052407150258419579</id><published>2007-07-31T13:52:00.000-03:00</published><updated>2007-08-02T10:42:55.414-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Ando sem tempo.&lt;br /&gt;Sem tempo não costumo gostar dos meus posts.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vítima um - apagado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;hehehe&lt;br /&gt;Bom fim de semana pra vocês =)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-4052407150258419579?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/4052407150258419579'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/4052407150258419579'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2007/07/por-que-voc-se-importa-tanto-assim-com.html' title=''/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-3076202651088090918</id><published>2007-07-23T11:41:00.000-03:00</published><updated>2007-07-23T11:47:11.323-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>E se alguém consegue o melhor de você? E se alguém consegue alcançar o seu íntimo sem invadir sua privacidade? E se alguém consegue aproveitar todas as suas riquezas sem roubá-las? Algo de bom pode estar acontecendo; e você vai ficar assim, com as mãos abertas, esperando os sentimentos escorrerem pela sua pele e se esvair no chão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não seja tolo, meu amigo. Faça algo e imortalize o momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim dos mundos são eles que sobrarão, do que exatamente você quererá se lembrar?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-3076202651088090918?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/3076202651088090918'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/3076202651088090918'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2007/07/e-se-algum-consegue-o-melhor-de-voc-e.html' title=''/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5109080030322853901.post-4959970968459491536</id><published>2007-07-12T12:01:00.001-03:00</published><updated>2007-07-12T12:05:15.005-03:00</updated><title type='text'>Olhos nos olhos.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eu não sou movido pelo receio. Também não gosto de deixar de me mover por ele. Não que eu ache que devemos avançar a qualquer custo, destruindo barreiras e muros, desrespeitando proteções e limites alheios. Cada um sabe da sua vida e das suas escolhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que seria o seu próprio limite? Exatamente aquele ponto na trajetória onde você cessa a caminhada e diz - Daqui eu não posso passar. Este é o máximo que eu posso dar de mim... – E assim deixamos as coisas como não queríamos que ficassem. Alimentamos frustrações, inseguranças; criamos bolhas que nos isolam do mundo de cujo queríamos fazer parte. Até chegarmos num estado de sufoco extremo em que fechamos os olhos para o nosso ponto-limite da trajetória e corremos. No desespero descobrimos que somos mais rápidos do que pensávamos, que somos mais fortes e mais inteligentes, que somos mais resistentes e capazes. No desespero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que não descobrir que somos mais do que imaginamos antes de nos sufocarmos? Por que não antes de nos machucarmos e criarmos frustrações que nos acompanharão a vida inteira? Certos momentos não voltarão. Segundas chances raramente acontecerão. Aquela garota pode nunca mais sorrir para você. Aquela proposta de emprego pode nunca mais aparecer. Alguém alugará o apartamento que você tanto deseja. Alguém preencherá seu assento no avião e aproveitará por você aquela viagem que você há tanto tempo almeja. Seus sonhos serão apenas sonhos. E você? Esperando sentado em cima de um ponto de uma trajetória desbotada que não necessariamente precisaria terminar ali. Aguardando e observando alguém viver a vida que seria sua se você não se deixasse vencer pelo medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Medo.&lt;br /&gt;Necessário...&lt;br /&gt;Mas não necessariamente soberano.&lt;br /&gt;Viva a sua vida. Ela é sua e não dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, acredite, é muito mais fácil lidar com a frustração de tentar e não conseguir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não permaneça parado. Não deixe a vida passar você para trás.&lt;br /&gt;Você é mais que isso, meu amigo. Muito mais que isso.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5109080030322853901-4959970968459491536?l=queijodeminas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/4959970968459491536'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5109080030322853901/posts/default/4959970968459491536'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://queijodeminas.blogspot.com/2007/07/olhos-nos-olhos.html' title='Olhos nos olhos.'/><author><name>Leandro Scapellato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12237419355487434472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_VQeoWJohw_8/SLfsScV6woI/AAAAAAAAAGE/Fwf0YM0cHbg/S220/orkut.jpg'/></author></entry></feed>
